Diversificação além do S&P: o papel dos mercados privados para gestoras globais

Brazil Private Markets Summit: casas americanas especializadas em alternativos, como Apollo e KKR, destacaram o papel dos ativos privados na diversificação de portfólios globais

Datacenters, frotas de automóveis mantidas por empresas e até torres de telefonia celular têm ganhado destaque no portfólio de gestoras americanas especializadas em busca de diversificação. Durante o Private Markets, evento do Itaú Private Bank, as assets Apollo e KKR mostraram como essas estratégias podem complementar carteiras tradicionais, já expostas ao S&P 500.

A Apollo, com cerca de US$ 800 bilhões sob gestão, aponta que a disciplina ao montar novas posições e a flexibilidade para aproveitar ciclos econômicos sustentam sua atuação em private equity.

Diana Sands, diretora-geral e responsável por Soluções em Renda Variável e Multiestratégia da Apollo, destacou os fundos evergreen. Diferentemente dos veículos tradicionais, essas estruturas permitem aplicações contínuas e janelas de liquidez, ampliando a previsibilidade para famílias e investidores privados.

O Apollo Aligned Alternatives, fundo evergreen, exemplifica a estratégia. O fundo busca entregar retornos similares aos de ações, porém com menor volatilidade e maior proteção contra perdas. O portfólio é altamente diversificado e composto por empresas maduras e com fluxos previsíveis.

Ativos descorrelacionados

A KKR apresentou sua plataforma global de infraestrutura, com investimentos em datacenters, redes de fibra ótica, torres de telefonia celular e até cabos submarinos de comunicação. Brandon Donnenfeld, diretor-geral, destacou dois grandes eixos: o da conectividade digital e o da descarbonização.

Principais destaques

Apollo: US$ 800 bi sob gestão e foco em empresas maduras.

Disciplina: proposta é comprar ativos para navegar ciclos econômicos com flexibilidade.

Evergreen: aplicações contínuas e liquidez periódica para investidores privados.

KKR: investimentos em infraestrutura digital, energia e logística.

Eixos: conectividade e descarbonização estão no centro das teses.

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