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Fed indica juros altos e cautela, enquanto inflação dos EUA sobe além do esperado

Economia e Mercados: a ata do Fed apontou que as taxas de juros dos EUA devem continuar altas por algum tempo; já o CPI subiu além do esperado para setembro

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

A aguardada ata do Fed apontou que a maioria das autoridades espera uma alta adicional nos juros à frente, mas que é preciso cautela para tomar os próximos passos. Enquanto isso, a inflação americana mensurada pelo CPI veio acima do esperado pelo mercado.

No Brasil, o destaque da semana foi a leitura do IPCA, que veio abaixo das expectativas. Também divulgamos nossas revisões de cenário, tanto local quanto global.

Confira nossos destaques:

CPI vem acima do esperado nos EUA

O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA, que exclui as pressões de energia e alimentos, avançou 0,3% na comparação mensal em setembro, em linha com o esperado. Em 12 meses, o indicador desacelerou para 4,1%. O CPI “cheio” subiu 0,4% m/m, acima das expectativas (0,3%) e ficou estável em 3,7% na base anual. Houve surpresa de alta concentrada nas métricas de Serviços e "Supercore" (núcleo de serviços ex-habitação). Diante disso, acreditamos que o Fed irá elevar os juros mais uma vez neste ano, provavelmente em dezembro.

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Ata do Fed: juros altos e cautela

A ata da reunião do Fed mostrou que a maioria das autoridades considerou que uma alta adicional nos juros provavelmente seria apropriada adiante. Ao mesmo tempo, houve consenso de que é preciso prosseguir com cautela e de que a política monetária deve seguir restritiva até que haja confiança de que a inflação caminha em direção à meta de forma sustentada. Diversos participantes destacaram ainda que o foco das decisões e comunicações deveriam transitar do nível da taxa terminal para por quanto tempo o juro deve seguir em nível restritivo.

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Inflação ao produtor do EUA vem acima do esperado

O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) nos EUA avançou 0,5% em setembro, acima das expectativas do mercado (0,3%), mas desacelerando em relação a agosto (0,7%). Na comparação anual, a alta foi de 2,2%, também acima do esperado e da leitura anterior, que foi revisada para cima (agora, em 2%), em meio aos altos custos de energia. O núcleo do indicador, que exclui as pressões de alimentos e energia, avançou em 0,3% na base mensal e 2,7% na comparação anual, ambos acima do esperado.

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Brasil: IPCA sobe 0,26% em setembro, menos do que o esperado

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,26% em setembro, na comparação mensal, ligeiramente acima da leitura de agosto (0,23%), mas abaixo da expectativa do mercado (0,33%). O acumulado em 12 meses atingiu 5,19%, acima dos 4,61% registrados no período imediatamente anterior. Em geral, a composição do IPCA permanece benigna, com a inflação subjacente desacelerando. O resultado reforça o cenário de desinflação gradual, e a surpresa indica viés de baixa para a nossa projeção de IPCA de 4,9% no ano.

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Revisão de Cenário – Brasil

O pagamento de precatórios represados piora o déficit primário, mas resolve um problema que seria maior se só tratado à frente. Esperamos déficits de 1,0% do PIB em 2023 e de 1,2% do PIB em 2024 e dívida bruta em 75% e 78% do PIB para esses anos, respectivamente, supondo a regularização em 2024. Seguimos com a projeção de câmbio em R$ 5,00 em 2023 e R$ 5,25 por dólar em 2024 e do PIB em 2,9% para 2023 e 1,8% para 2024. A estimativa de inflação para 2023 segue em 4,9%, com viés de baixa, e para 2024 em 4,1%. Para a Selic, projetamos a taxa em 11,50% ao final deste ano e 9,00% em 2024.

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Revisão de Cenário – Global

Os bancos centrais de economias desenvolvidas têm sinalizado juros mais elevados por mais tempo. O avanço das taxas dos títulos do Tesouro americano e o petróleo mais caro devem limitar as perspectivas de flexibilização monetária e os níveis de juros terminais nos mercados emergentes. Nos EUA, o Fed deve subir juros mais uma vez este ano. Na Europa, reduzimos as previsões para o PIB para 0,4% em 2023 e 0,5% em 2024. Por fim, aumentamos a projeção para a cotação do barril do tipo Brent para US$ 90 devido ao balanço mais apertado no mercado.

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