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Focus: sobe projeção para inflação de 2023

No Radar de Mercado: o relatório Focus divulgado hoje trouxe um ligeiro aumento na projeção do IPCA de 2023; na China, o Banco Central cortou uma de suas taxas de juros

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Crédito: Getty Images

Focus: sobe projeção para inflação de 2023

O Banco Central divulgou hoje mais uma edição semanal do Relatório Focus. De maneira geral, houve um aumento na projeção do mercado para a inflação de 2023, após o aumento no preço dos combustíveis anunciado pela Petrobras na semana passada.

Em comparação com o boletim da semana passada, a mediana das expectativas para o IPCA subiu para 2023 (para 4,90%). A estimativa permaneceu inalterada para 2024 (3,86%), 2025 e 2026 (ambas em 3,50%).

Vale lembrar que a meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3% para os próximos anos, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima.

Com relação à atividade econômica, a projeção do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) seguiu sem alterações para 2023 (2,29%). Para 2024, houve uma ligeira alta (para 1,33%). Não houve mudanças para 2025 (1,90%) e 2026 (2,00%).

Com relação à política monetária, a mediana das expectativas para a taxa Selic permaneceu estável ao longo de todo horizonte analisado: 2023 (11,75%), 2024 (9,00%), 2025 (8,50%) e 2026 (8,50%).

Por fim, a mediana das expectativas para a taxa de câmbio (BRL/USD) subiu para 2023 (agora a R$/US$ 4,95), mas permaneceu estável para 2024 (a R$/US$ 5,00) e 2025 (a R$/US$ 5,09). Para 2026, houve uma ligeira alta (para R$/US$ 5,15).

Banco Central da China corta taxa de juros

O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) reduziu uma de suas taxas de juros de curto prazo. O corte foi de 10 pontos-base na Loan Prime Rate (LPR) de 1 ano, que passou de 3,55% para 3,45%. A expectativa do mercado era de uma queda mais intensa, para 3,40%.

Já a LPR de 5 anos, referência para hipotecas, permaneceu em 4,20%, frustrando o mercado, que projetava um corte de 15 pontos-base na taxa, em linha com o a redução feita na semana passada pelo PBoC na linha de crédito de médio prazo (MLF) de um ano, que agora está em 2,5%.

O Banco Central tem mostrado preocupação com a rentabilidade dos bancos. Portanto, é provável que o PBoC encoraje os bancos a reduzirem suas taxas de depósito nas próximas semanas, o que eventualmente daria mais espaço para cortar o LPR. Além disso, mostra uma certa resistência do governo em adotar grandes estímulos, especificamente no setor imobiliário, que segue mostrando sinais de fraqueza.

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