Índice de Confiança do Consumidor no Brasil registra alta

No Radar do Mercado: no Brasil, o Índice de Confiança no Consumidor avançou pela segunda leitura consecutiva; economia alemã apresenta sinais de recuperação

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Itaú Private Bank

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Atividade econômica da Alemanha dá sinais de recuperação

O índice IFO de sentimento de empresas da Alemanha para o mês de abril registrou alta de 87,9 para 89,4. O resultado foi impulsionado pela melhora nas condições correntes, mas influenciado principalmente pelas expectativas futuras. Analisando os diferentes setores da economia, observou-se uma melhora generalizada no mês. O setor de serviços destacou-se com um nível de atividade mais robusto, enquanto a manufatura, construção e varejo ainda se encontram em patamares mais baixos.

A tendência positiva está alinhada com os dados dos Índices de Gerentes de Compras (PMIs) de abril, que também indicaram uma melhora na atividade econômica. Vale notar que esta é a terceira alta consecutiva do indicador. Apesar de ainda estar em um nível relativamente baixo quando comparado à média histórica e ao período pré-pandemia, a leitura indica que a economia alemã pode já ter superado o ponto mais baixo, com indicadores antecedentes apontando para uma melhora à medida que entramos no segundo trimestre do ano.

Índice de Confiança do Consumidor no Brasil registra alta

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE registrou alta em abril, para 93,2 pontos, retornando ao nível de dezembro de 2023. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou para 91,4 pontos, após seis quedas consecutivas. A leitura pode indicar uma possível reversão da desaceleração iniciada no último trimestre do ano passado, com o indicador de situação financeira futura sendo o principal impulsionador dessa melhora.

O resultado foi influenciado pelas expectativas em relação aos próximos meses. Enquanto o Índice de Expectativas (IE) atingiu seu maior nível desde dezembro de 2023, houve ligeira queda nas avaliações sobre o momento atual. O recuo nas avaliações sobre a situação atual veio após duas altas consecutivas, e foi influenciado pela percepção sobre as finanças pessoais das famílias, que também registrou queda.

Entre os componentes do ICC, o que mede as perspectivas para as finanças futuras das famílias foi novamente o que apresentou a maior contribuição para a alta da confiança no mês, atingindo o maior nível desde agosto de 2023. A alta também foi observada no indicador que mede as perspectivas sobre a situação futura da economia, e no ímpeto de compras de bens duráveis, após forte queda no mês anterior.

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