Inflação em foco com divulgação do IPCA-15 no Brasil e PCE nos EUA

No Radar do Mercado: o IPCA-15 subiu 0,21% em abril, menos do que o esperado pelo mercado; nos EUA, o núcleo do PCE veio em linha com as expectativas

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Itaú Private Bank

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IPCA-15 sobe 0,21% em março, menos do que o esperado

O IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de abril, que registrou uma alta de 0,21%, abaixo da taxa de março (0,36%) e da expectativa do mercado (0,29%). Em 12 meses, o indicador acumula alta de 3,77%, abaixo dos 4,14% registrados em março.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas Transportes recuou em abril, com a queda nos preços da passagem aérea. A maior variação e o maior impacto vieram de Alimentação e Bebidas, puxado principalmente pela alta da alimentação no domicílio.

Nossa visão: o indicador de abril veio abaixo das expectativas, mas o qualitativo dessa divulgação veio razoavelmente em linha com o esperado, sem surpresas em serviços subjacentes e alguma surpresa de alta em industriais subjacentes. Para 2024, projetamos IPCA de 3,7%.

Inflação medida pelo núcleo do PCE sobe 0,3% em março

O núcleo do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos EUA, que exclui os componentes mais voláteis, como energia e alimentos, avançou 0,3% em março, na comparação mensal, em linha com o esperado pelo mercado a mantendo o ritmo de fevereiro.

Na base anual, a alta foi de 2,8%, também mantenho o ritmo do mês anterior, mas surpreendendo o mercado, que projetava uma desaceleração do indicador (para 2,6%). A diferença é explicada, em parte, pela revisão para cima das leituras de janeiro e fevereiro. Vale lembrar que o indicador é uma das referências utilizadas pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) em suas decisões de política monetária.

O indicador “cheio” do PCE também avançou 0,3% na comparação mensal, mesmo patamar de fevereiro e conforme o esperado. Na base anual, o indicador acelerou de 2,5% para 2,7%, acima das expectativas (2,6%).

Tanto o gasto nominal dos consumidores quanto o gasto real (ajustado pela inflação) mantiveram o patamar de alta registrado no mês anterior.

Nossa visão: as leituras mensais vieram conforme as expectativas do mercado, mas, dadas as revisões das leituras de janeiro e fevereiro, houve surpresa para cima nas comparações anuais. Assim, o resultado reforça o quadro de uma inflação ainda resiliente, em linha com a leitura do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de que é preciso cautela com relação aos próximos passos.

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