IPCA-15 de janeiro vem abaixo do esperado
No Radar do Mercado: na véspera de nova decisão do Copom, IPCA-15 de janeiro desacelera em relação a dezembro, mas acumulado em 12 meses sobe
Por Itaú Private Bank
Nesta terça-feira, 27, o IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de janeiro, com alta de 0,20%, desacelerando em relação ao 0,25% registrado em dezembro e vindo um pouco abaixo da expectativa do mercado, de 0,22%. No acumulado em 12 meses, o IPCA-15 passou a registrar alta de 4,50%, acima dos 4,41% registrados em dezembro.
Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta no período. O grupo “Saúde e cuidados pessoais” foi o que mais subiu (0,81%) e causou o maior impacto no índice cheio (+0,11 ponto percentual), impulsionado por altas em itens como artigos de higiene pessoal e planos de saúde. Na outra ponta, “Habitação” foi o grupo que mais recuou no mês (-0,26%), puxando o índice 0,04 p.p. para baixo, influenciado pela mudança da bandeira tarifária amarela em dezembro para a bandeira verde em janeiro - quando não há cobrança adicional nas contas de luz.
De um modo geral, a parte de serviços subjacentes desacelerou em janeiro para próximo de 5%, após um resultado mais pressionado em dezembro. Já os industriais subjacentes aceleraram, mas ainda rodam em patamar baixo, próximo a 3%.
Visão de Investimentos: o IPCA-15 de janeiro veio abaixo das expectativas do mercado, com composição benigna, principalmente por conta da desaceleração de serviços subjacentes. No entanto, vale considerar que itens mais sensíveis à mão-de-obra seguiram acelerando, refletindo a resiliência do mercado de trabalho.
O cenário está alinhado à nossa leitura de convergência gradual da inflação em direção à meta, que deve permitir ao Banco Central iniciar o ciclo de corte de juros na reunião de março. Diante disso, estaremos atentos a possíveis mudanças no comunicado que deve ser divulgado pelo Comitê amanhã, após a primeira reunião do ano, para saber se será aberta uma porta para corte de juros no próximo encontro.
Como temos dito, a proximidade do início dos cortes da Selic se alinha com nossas recomendações de investimentos, sobretudo nossa visão favorável para a renda variável no Brasil, dado que, historicamente, esse momento costuma ser benéfico para essa classe de ativos.

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