10 temas de Brasil e 10 temas globais para ficar de olho em 2026, segundo o Itaú BBA

No Radar do Mercado: Itaú BBA revisa suas projeções macroeconômicas e destaca 10 temas domésticos e internacionais para acompanhar ao longo do ano. Confira também um resumo do Fórum Econômico Mundial de Davos

Por Itaú Private Bank

7 minutos de leitura

10 temas do Brasil para 2026

A economia brasileira em 2025 foi marcada pela valorização do câmbio, Selic alta, inflação entrando na banda superior da meta, mercado de trabalho persistentemente aquecido e atividade em desaceleração na metade final. A seguir, confira quais são os 10 temas domésticos destacados pela equipe de macroeconomia do Itaú BBA para ficar atento em 2026:

1. Quais fatores impulsionam o PIB brasileiro? E qual é o viés para o ano?

2. O que explica a evolução recente do mercado de trabalho? E qual a perspectiva para 2026?

3. Cenário externo benigno vs. Incerteza doméstica. Qual fator será predominante sobre a moeda ao longo do ano?

4. Deterioração das contas externas limitou apreciação do real em 2025. O que esperar para 2026?

5. Inflação dentro do intervalo de tolerância. O que esperar para 2026 e 2027? Quais os principais riscos?

6. Riscos baixistas em itens comercializáveis podem trazer a inflação para a meta?

7. Copom próximo de iniciar o ciclo de cortes de juros. Quando começa e qual o tamanho desse ciclo?

8. Estímulos de demanda adicionais em meio à incerteza eleitoral são o principal risco fiscal para 2026?

9. Em meio a eleições competitivas, governo eleito sinalizará um ajuste fiscal no próximo mandato?

10. Qual é o tamanho do ajuste fiscal necessário?

Confira o relatório na íntegra.

10 temas globais para 2026

No cenário internacional, 2025 foi marcado pela guerra tarifária, conflitos geopolíticos, crescimento acima do esperado nas maiores economias do mundo e muito investimento em inteligência artificial. Confira a seguir os 10 temas globais destacados pelo Itaú BBA para acompanhar em 2026:

1. Conflitos geopolíticos e tarifas devem continuar protagonistas

2. EUA: expectativa de estabilização do mercado de trabalho e inflação próxima de 3%

3. Fed: novo presidente levará juro para o nível neutro (ou abaixo?)

4. Eleições nos EUA: existe um risco de estímulo fiscal pré-eleições de meio de mandato?

5. Inteligência artificial: impacto macroeconômico crescente e mais concentrado nos EUA

6. Europa: juros parados, mas com risco de subir maior do que o de cortar

7. China: tensões com o Ocidente sobre terras raras devem voltar no 2º semestre

8. China: meta do PIB mantida “em torno de 5%” e moeda com apreciação discreta

9. Dólar: enfraquecimento continua, mas em menor magnitude que 2025

10. Commodities: ouro-folia e petróleo em nível de US$ 60 a US$ 65 por barril

Confira o relatório na íntegra.

Revisão de Cenário - Brasil e Global

Nos mesmos relatórios disponibilizados acima, o Itaú BBA também fez uma revisão das suas projeções econômicas para o Brasil e para o mundo.

Na parte de Brasil, a principal mudança é a passagem do início do ciclo de cortes de juros de janeiro para março. A leitura é de que o Copom optará por manter a postura cautelosa e conservadora adotada até aqui para manter o ganho de credibilidade que conquistou junto ao mercado em 2025. Além disso, a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026 passou de de 1,7% para 1,9%, em função de estímulos e de uma expectativa de maior crescimento global também. No mercado de trabalho, a expectativa do Itaú BBA agora é de que a taxa de desemprego tenha encerrado 2025 em 5,5% e que, em 2026, seja de 5,7% (ante 6,0%), bem abaixo do ponto neutro, em torno de 7,5% a 8,0%. As projeções de 2026 para a Selic (12,75%), inflação (4,0%) e câmbio (R$ 5,50) não foram alteradas.

Na parte internacional, as principais revisões do Itaú BBA foram nas projeções de crescimento do PIB. Nos EUA, a expectativa passou de um crescimento de 2,2% para 2,7% em 2026, com maior força do consumo e das exportações líquidas, mesmo diante do choque tarifário. Na China, o crescimento foi revisado de 4,5% para 5,0%, assumindo que as autoridades vão manter a meta “em torno de 5%” e persegui-la. Com isso, a expectativa de crescimento global passou de 3,3% para 3,6%. Na parte de juros, o BBA projeta dois cortes nos EUA no segundo semestre – mesmo com riscos inflacionários – e nenhum corte na Europa (com chances maiores de subir do que de cair ao longo do ano).

Confira as projeções na íntegra nos relatórios linkados acima.

Fórum Econômico Mundial debateu nova ordem mundial e inteligência artificial

O Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, acaba nesta sexta-feira, 23, tendo como grande destaque as declarações de lado a lado sobre o conflito geopolítico entre Europa e EUA a respeito da Groenlândia (conforme mencionamos na edição de ontem), mas não somente.

O discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, indicou novamente a intenção de redefinir a ordem mundial, com relações internacionais mais pautadas pela imposição de tarifas comerciais e organismos multilaterais enfraquecidos. Enquanto isso, líderes europeus e do Canadá reforçaram a importância de estabelecer relações comerciais com novos parceiros diante do estremecimento na relação com seu principal aliado até então.

Diante disso, discussões sobre impactos ambientais e até de outros conflitos geopolíticos, como Rússia e Ucrânia, o Irã e Taiwan, acabaram perdendo destaque. O segundo grande tema discutido foi a inteligência artificial e seu potencial impacto no crescimento global, com foco em como fazer com que a tecnologia contribua para os ganhos de produtividade e o crescimento sustentável, e não acabe sendo mais um fator de concentração de renda e aumento da desigualdade.

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