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Payroll: contrariando expectativas, criação de vagas acelera nos EUA

O relatório de folha de pagamentos do Departamento do Trabalho dos EUA surpreendeu o mercado nesta semana; no Brasil, a Câmara adiou a votação sobre tributação de fundos exclusivos e offshore

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

Nos EUA, a tão aguardada divulgação do Payroll, relatório de folha de pagamentos do Departamento do Trabalho, frustrou o mercado nesta semana, ao apontar uma aceleração na criação de vagas no país. Agora, as atenções se voltam para a leitura de inflação, a ser divulgada na próxima semana.

No Brasil, o destaque ficou com o adiamento da votação sobre a tributação de fundos offshore e exclusivos na Câmara dos Deputados. A expectativa é que o projeto de lei que visa obter receitas adicionais para que o governo alcance da meta de déficit zero em 2024 seja votado em 24 de outubro.

Confira mais detalhes abaixo:

Câmara adia votação de tributação de fundos offshore e exclusivos

A Câmara dos Deputados adiou a votação do projeto de lei que altera a tributação dos fundos offshore e exclusivos, que deve ficar para 24 de outubro. Além disso, um substitutivo apresentado pelo relator reduziu a alíquota sobre ganhos acumulados das aplicações exclusivas e de fundos offshore de 10% para 6%. Estimamos uma arrecadação de cerca de R$ 33 bilhões e R$ 7 bilhões provenientes da tributação de fundos exclusivos e offshore, respectivamente, mas existe um elevado nível de incerteza, uma vez que o resultado depende do comportamento dos investidores.

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Produção industrial avança 0,4% em agosto

A produção industrial brasileira avançou 0,4% em agosto, após recuo em julho. Na base anual, a alta foi de 0,5%. Ambas as leituras vieram abaixo da expectativa do mercado. Em geral, a indústria manufatureira apresenta certa estabilidade, enquanto o setor extrativo está em declínio no terceiro trimestre. Esperamos que a produção industrial recue ligeiramente à frente, com desaceleração da renda disponível no segundo semestre, aliada a elevados estoques em diversos segmentos. Nosso tracking (estimativa de alta frequência) para o PIB do 3T23 está em -0,25% tri/tri (+1,8% a/a).

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Payroll: EUA criam 336 mil vagas em setembro

O Payroll, relatório de folha de pagamentos do Departamento do Trabalho dos EUA, indicou a criação de 336 mil vagas em setembro, bem acima das expectativas (170 mil) e acelerando na comparação com o mês anterior (número revisado agora para cima). A taxa de desemprego permaneceu estável, em 3,8%, ligeiramente acima do esperado. A taxa de participação também se manteve no patamar anterior. A leitura segue indicando um trabalho de mercado resiliente e tende a aumentar a precificação do mercado por uma alta adicional nos juros na próxima reunião do Fed.

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Congresso dos EUA aprova projeto que evita shutdown provisoriamente

O Congresso dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que evita um shutdown (paralisação dos serviços públicos) no país por meio de um orçamento provisório. A Casa vota anualmente sobre o financiamento dos serviços, e o prazo para decidir sobre 2024 terminaria no dia 30 de setembro, data que marca o fim do ano-fiscal americano. A decisão foi de financiar o governo por mais 45 dias, até 17 de novembro. Apesar disso, o shutdown segue como risco, já que Democratas e Republicanos continuam discordando sobre os níveis de gastos.

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Medida de atividade do setor de serviços recua nos EUA

O índice do Instituto de Gerência de Oferta (ISM, em inglês) de serviços dos EUA caiu em setembro para 53,6 pontos, praticamente em linha com as expectativas e ainda indicando expansão do setor. A desaceleração acontece à medida que as novas encomendas recuam para o menor nível de 2023, sugerindo um enfraquecimento na demanda do consumidor por serviços e refletindo os efeitos da política monetária contracionista do Federal Reserve (banco central americano), em um contexto de custos com financiamento mais elevados, inflação resiliente e ganhos salariais menores.

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Vendas no varejo caem na zona do euro em agosto

As vendas no varejo da zona do euro caíram 1,2% em agosto na comparação mensal, intensificando o movimento de queda registrado em julho, mas de forma mais profunda do que o esperado pelo mercado (-0,3%), segundo a Eurostat, escritório de estatísticas da União Europeia. Na comparação com agosto do ano passado, a queda foi de 2,1%, também mais intensa do que a leitura anterior e do que o projetado. De maneira geral, a leitura aponta para um consumo mais fraco no bloco no terceiro trimestre.

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Dados de atividade seguem fracos na Europa

A produção industrial da França recuou em agosto na comparação mensal, praticamente em linha com a projeção do mercado. Na Espanha, também houve uma retração, porém, mais profunda do que as expectativas. Já na Alemanha, o destaque ficou com a queda das exportações e importações em agosto, na comparação mensal. A expectativa do mercado era de uma contração menos profunda das exportações e que as importações voltassem a performar em patamar positivo.

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