Relatório Focus: mudanças em todas as projeções para 2024

No Radar do Mercado: nova edição do Relatório Focus apontou variações na projeção do mercado para 2024; na China, foram divulgados novos dados de atividade

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Itaú Private Bank

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O Banco Central divulgou hoje mais uma edição do Relatório Focus. De maneira geral, houve mudanças para todos os indicadores de 2024.

Na comparação com a semana anterior, a mediana das estimativas do IPCA registrou queda para 2024, para 3,71%. Já para 2025, houve alta, para 3,56%, enquanto a projeção seguiu inalterada para 2026 (em 3,50%). Vale lembrar que a meta do Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Com relação à atividade econômica, as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tiveram alta para 2024 (agora, em 1,95%) e permaneceram estáveis para 2025 e 2026, em 2,0% para ambos os anos.

No âmbito da política monetária, as projeções para a taxa Selic subiram 13 pontos-base para 2024 (para 9,13%). Já para 2025 e 2026, permaneceram inalteradas, em 8,50%.

Por fim, a estimativa para a taxa de câmbio aumentou ligeiramente para 2024 (para R$/US$ 4,97), seguiu inalterada para 2025 (a R$/US$ 5,00) e recuou para 2026 (para R$/US$ 5,03).

Governo revisa meta fiscal de 2025

A equipe econômica do governo apresentou ontem o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) ao Congresso, bem como as metas fiscais para anos seguintes.

O Governo brasileiro revisou a meta fiscal de 2025, que passa de um superávit primário de 0,5% do PIB para um resultado fiscal de 0%. As projeções para o horizonte adiante também ficaram mais modestas: a estimativa do governo agora é de superávit de 0,25% em 2026 (de 1% antes). Já os 0,5% que eram a meta para 2025 foram postergados para 2027, enquanto a de 2028 ficou em 1% do PIB.

Dados de atividade ambíguos na China

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 5,3%, na comparação anual, no primeiro trimestre de 2024, acima das expectativas (4,8%) e acelerando em relação ao resultado anterior (5,2%). Já na comparação trimestral, houve uma leve aceleração, para 1,6%, impulsionado pelo setor manufatureiro.

Ontem também houve a divulgação dos dados de atividade referentes a março. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), a produção industrial acelerou para 4,5% na comparação anual, abaixo das expectativas (6,0%) e do resultado anterior.

Os investimentos em ativos fixos registraram leve alta, para 4,5%, acima do projetado e do resultado anterior, também puxado pela manufatura, com a infraestrutura também crescendo em um ritmo elevado. Por outro lado, a demanda do consumidor enfraqueceu, com as vendas no varejo desacelerando para 3,1%, significativamente abaixo do esperado e da leitura anterior.

Nossa visão: no geral, apesar do PIB mais forte do que o antecipado, as leituras reforçam que a atividade continua com demanda doméstica fraca e sendo sustentada pela manufatura e infraestrutura, que até agora, têm sido capazes de compensar parcialmente a desaceleração do setor imobiliário.

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