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Relatório de Inflação: mantendo a mensagem

No Radar do Mercado: segundo a Pnad Contínua, taxa de desemprego ficou em 7,8% no trimestre encerrado em fevereiro; ainda hoje, BC divulgou o Relatório Trimestral de Inflação

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Relatório de Inflação: mantendo a mensagem

O Banco Central divulgou o Relatório Trimestral de Inflação (RI) com as projeções de inflação para 2024 e 2025 inalteradas (em 3,5% e 3,2%, respectivamente). A leitura reforça as expectativas de que a taxa Selic deve permanecer em território contracionista ao final do ciclo, uma vez que as projeções seguem um pouco acima da meta central de inflação. Mantemos nossa visão de uma taxa terminal de 9,25% a.a., embora de forma dependente dos dados.

A estimativa do PIB para 2024 teve uma ligeira alta, para 1,9%, impulsionada por revisões para cima na indústria e serviços, compensando a queda na agropecuária. Também houve leve melhora nas projeções de concessões de crédito para 2024 (para 9,4%).

Além disso, o relatório trouxe o estudo sobre a decomposição da inflação do ano anterior, com objetivo de medir a contribuição dos principais fatores para o desvio da taxa de inflação em relação à meta. Segundo a pesquisa, os principais fatores foram as medidas tributárias, as expectativas de inflação e a inércia do ano anterior.

Taxa de desemprego fica em 7,8% no trimestre encerrado em fevereiro

A taxa de desemprego do trimestre encerrado em fevereiro foi de 7,8%, segundo dados divulgados pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O resultado veio em linha com as expectativas do mercado. Com ajuste sazonal, a taxa de desemprego caiu para 7,7%.

A taxa de participação avançou para 62,1%, combinando o aumento da força de trabalho com a expansão da população em idade ativa. Houve um crescimento da população ocupada no setor formal e estabilidade no informal. Já a massa salarial real efetiva avançou 1% no mês, impulsionada pela expansão do emprego associada ao aumento do rendimento médio.

Nossa visão: os dados corroboram a nossa visão de um mercado de trabalho apertado, com a taxa de desemprego caindo impulsionada pelo setor formal, e a taxa de participação subindo. Os salários reais efetivos desaceleraram, mas ainda crescem em ritmo forte.

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