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Revisamos nossos cenários para fevereiro

No Radar do Mercado: revisamos nossos cenários macro global, considerando a inflação em queda e o crescimento forte nos EUA, e local, com otimismo moderado

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Itaú Private Bank

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Revisão de cenário – Brasil

Mantemos nossa projeção de crescimento do PIB para 2023 (em 2,9%), 2024 e 2025 (ambas em 1,8%), mas com um viés de alta para este ano, com perspectiva melhor para o crédito à pessoa física e crescimento global mais elevado. Também permanecemos com a projeção de IPCA 2024 em 3,6%, mas incorporamos uma projeção de serviços subjacentes mais alta, pressionada pelo mercado de trabalho apertado e aceleração de salários. Para 2025, a estimativa segue em 3,5%.

Elevamos a nossa projeção de balança comercial para US$ 85 bilhões em 2024, incorporando desempenho melhor das exportações de petróleo, e US$ 70 bilhões para 2025. Mantemos as nossas projeções de câmbio em R$ 4,90 por dólar em 2024 e R$ 5,10 por dólar em 2025.

Os riscos fiscais continuam elevados. Estimamos déficit primário de 2,3% do PIB em 2023, de 0,8% do PIB para 2024 e 1,0% do PIB para 2025. Por fim, com relação a política monetária, seguimos esperando que a taxa Selic termine o ano em 9,00% ao ano.

Confira o relatório na íntegra.

Revisão de cenário – Global

A inflação global continua recuando, apesar dos riscos, viabilizando o início dos cortes nos juros nos países desenvolvidos e a continuidade nos emergentes. Nos EUA, diante do crescimento forte e da inflação benigna, o Federal Reserve (banco central americano) deve cortar juros gradualmente a partir de maio. Revisamos para cima nossa projeção de crescimento do PIB em 2024 para 2,5%, mesmo ritmo de 2023.

Na Europa, há sinais de estabilização da atividade na margem, e a queda da inflação abre espaço para o início do ciclo de cortes de juros em abril. Já na China, as autoridades anunciaram medidas de estímulos que, apesar de não alterarem os desafios estruturais de longo prazo, devem ajudar a estabilizar o crescimento. Mantemos nossa projeção de PIB em 4,7%. Por fim, a América Latina segue liderando o ciclo de flexibilização monetária global, processo que deve continuar em meio à volatilidade nas condições financeiras globais.

Confira o relatório na íntegra.

Sinais mistos no setor de serviços chinês em janeiro

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da China publicado pela Caixin recuou em janeiro, para 52,7 pontos, abaixo do esperado pelo mercado (53). Vale lembrar que leituras acima de 50 indicam expansão da atividade.

O resultado, no entanto, diverge do PMI divulgado pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS, na sigla em inglês), que avançou na última leitura, para 50,1 pontos, saindo do patamar contracionista. A divergência entre os PMIs pode ser justificada pela diferença da amostra da Caixin, que possui empresas mais concentradas no setor exportador.

Nossa visão: os dados de atividade econômica chinesa continuam indicando que a economia precisa de mais estímulos para crescer próximo de 5% do PIB em 2024.

PMI composto avança na Zona do Euro

Na Zona do Euro, a leitura final do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que engloba os setores industrial e de serviços, avançou para 47,9 pontos. O movimento foi puxado por manufatura, que teve uma forte alta em janeiro, para 46,6 pontos. Já o setor de serviços teve um ligeiro recuo, para 48,4. Ambos seguem em patamar que indica contração da atividade.

Ao analisar o desempenho dos países, Alemanha e França registraram queda e seguem em patamar contracionista. Já os indicadores da Itália e Espanha avançaram no mês e permanecem em nível expansionista. Já no Reino Unido, houve uma revisão para cima na leitura final do indicador (para 52,9 pontos), movimento puxado principalmente pelo avanço dos serviços.

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