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IPCA-15 começa 2024 com alta de 0,31%; núcleo do PCE dos EUA avança 0,2%

No Radar do Mercado: no centro das atenções dos investidores nesta sexta-feira estão as divulgações das inflações mensuradas pelo PCE nos EUA e IPCA-15 no Brasil

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IPCA-15 sobe 0,31% em janeiro

O IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), que subiu 0,31% em janeiro, desacelerando em relação à leitura de dezembro (0,40%) e abaixo da expectativa do mercado (0,47%). Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,5%, abaixo dos 4,7% de dezembro.

Os preços de sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no mês. A maior variação e o maior impacto vieram de Alimentação e bebidas, enquanto o grupo de Transportes registrou queda no mês.

Em relação aos núcleos, serviços subjacentes continuam pressionando a inflação e vieram acima das expectativas, enquanto industriais subjacentes têm mostrado moderação. Além disso, o índice de difusão alcançou 67% em janeiro (ante 55,9% no mês anterior), um reflexo da dinâmica de preços de alimentação.

Nossa visão: a leitura veio abaixo do esperado em itens que não compõem o núcleo da inflação, principalmente passagem aérea. Por outro lado, o qualitativo dessa divulgação foi pior do que o esperado, com surpresa altista em serviços subjacentes. Para 2024, projetamos IPCA de 3,6%.

Inflação medida pelo núcleo do PCE sobe 0,2% em dezembro

O núcleo do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos EUA, que exclui os componentes mais voláteis, como energia e alimentos, avançou 0,2% em dezembro, na comparação mensal, acelerando em relação ao mês anterior (0,1%). A leitura veio em linha com a expectativa do mercado.

Na base anual, a alta foi de 2,9%, ligeiramente abaixo do esperado (3,0%) e desacelerando em relação ao mês anterior (3,2%,). O indicador é uma das referências usadas pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) em suas decisões de política monetária.

O indicador “cheio” do PCE também avançou 0,2% na comparação mensal. Na base anual, houve uma manutenção do ritmo (2,6%), em linha com as expectativas.

O gasto nominal dos consumidores acelerou acima do esperado pelo mercado, enquanto o real (ajustado pela inflação) manteve o ritmo de alta do mês anterior (revisado hoje para cima).

Nossa visão: a leitura de hoje reforça um quadro de atividade resiliente sustentada pelo consumo, enquanto a inflação medida pelo núcleo continua em trajetória de desaceleração. Esperamos que o Federal Reserve inicie o ciclo de cortes de juros em março.

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