Tensão se intensifica no Oriente Médio após ataque iraniano

No Radar do Mercado: a semana começa em meio à tensão no Oriente Médio, após ataque do Irã contra Israel; nos EUA, hoje houve a divulgação das vendas varejistas

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Itaú Private Bank

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A semana começa em clima de tensão após o Irã atacar Israel, evento que aconteceu no sábado como uma forma de retaliação ao ataque atribuído a Israel contra o consulado iraniano em Damasco no começo de abril. As sucessivas ondas de drones e mísseis disparados pelo Irã foram interceptadas pelas defesas de Israel e aliados.

A percepção dos nossos consultores é que o Irã realizou um ataque com grande poder de fogo, mas que a escalada do conflito pode ser limitada. Isso porque os alvos não eram lugares populosos, e os mísseis e drones utilizados eram relativamente lentos para atravessar distâncias longas, enquanto é sabido que o Irã possui armamento mais rápido que poderia ter sido usado caso quisesse tirar a capacidade de Israel se preparar.

O Irã também avisou aos americanos que faria o ataque por meio de aliados no Iraque. Portanto, o ataque não foi uma surpresa. Os drones ainda estavam no ar quando o Irã comunicou a ONU que a ação de retaliação estava concluída, mas avisou que irá agir de forma mais severa caso Israel cometa outro erro.

Apesar da possibilidade de uma guerra entre Irã e Israel não ser o cenário base, a tensão deve manter o preço do petróleo em alta, em um momento de demanda fraca, mas oferta contida e risco de choques. A possível consequência de uma escalada seria adicional pressão inflacionária em um ambiente de elevado grau de incerteza quanto a sua trajetória à frente, principalmente nos EUA.

Vendas no varejo avançam mais do que o esperado nos EUA

As vendas no varejo dos Estados Unidos cresceram 0,7% em março, acima das expectativas do mercado (0,4%), segundo o Departamento do Comércio americano. Além disso, houve revisão para cima da leitura anterior, que agora está em 0,9%.

Ao excluir automóveis e gasolina, as vendas subiram 1,0% no mês, bem acima do esperado (0,3%) e acelerando em relação a fevereiro (revisado para cima, agora em 0,5%). Já o grupo de controle, que tem maior relação com o componente de consumo do Produto Interno Bruto (PIB) americano, acelerou para 1,1%, também acima das expectativas (0,4%) e da leitura anterior, revisada para 0,3%.

Nossa visão: além das revisões para cima da leitura de fevereiro, a forte leitura de março, especialmente do grupo de controle, reforça um quadro de atividade resiliente sustentada pelo consumo.

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