Pronampe: 5 exemplos de utilização do crédito liberado pelo governo a micros e pequenas empresas

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Itaú Empresas

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No final de julho, o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) anunciou a liberação de R$ 50 bilhões em crédito para os empreendedores brasileiros. Lançado em maio de 2020, para apoiar negócios durante a pandemia, o programa passou a contemplar pedidos de microempreendedores individuais (MEI).

Nesta nova etapa, o valor máximo dos empréstimos é de R$ 150 mil, sendo limitados a 30% da receita bruta anual registrada em 2021 (ou 30% da média de faturamento mensal para empresas com menos de um ano de operação). A taxa de juros anual máxima acompanha a Selic (atualmente em 13,75% ao ano), acrescida de 6%.

Assim como qualquer linha de crédito, é importante que o empreendedor avalie seus objetivos e capacidade de pagamento antes de acessar o Pronampe. Conheça abaixo cinco maneiras eficientes para aplicar os recursos obtidos por meio do programa.

  1. Pagamento de dívidas
    O pagamento de dívidas em aberto está entre as principais finalidades de utilização do Pronampe. “Situações de inadimplência dificultam a organização financeira do negócio e podem bloquear contratos e pedidos de financiamento. Nesse caso, deve-se analisar se os juros do Pronampe são inferiores às taxas da dívida existente”, afirma Cibele Pestillo, consultora de negócios e finanças especializada em micro e pequenas empresas.
  2. Folha de pagamento
    Além do risco de processos trabalhistas, atrasos na folha de pagamento afetam profundamente a vida dos funcionários, refletindo na produtividade e na qualidade dos serviços oferecidos pela empresa. “O engajamento de colaboradores é fundamental para atravessar períodos de crise. Não basta apenas obter a linha de crédito: é necessário garantir que esse dinheiro seja fielmente aplicado no objetivo principal”, diz Cibele.
  3. Acordos com fornecedores
    Pronampe tem como finalidade principal apoiar empreendedores em dificuldades de fluxo de caixa. A partir dessa premissa, o recomendado é focar a aplicação dos recursos nas áreas que possam gerar restrições ou reduções da atividade principal do negócio. É o caso dos pagamentos de fornecedores que não oferecem prazos de extensão ou margens de renegociação.
  4. Manutenção de custos fixos
    Custos fixos (como aluguel) vêm sendo pressionados pela inflação. Acessar a linha do Pronampe pode ser uma boa alternativa para amenizar os impactos dos aumentos sobre o caixa — ao mesmo tempo em que se traça outras estratégias para impulsionar a receita de vendas e melhorar a margem de lucro da operação.
  5. Ajuste de ciclo de pagamentos
    A diferença dos ciclos de faturamento e geração de receitas — gerada por pagamentos parcelados e vendas “a fiado” — é um dos principais desafios de caixa para pequenas e médias empresas. O Pronampe pode ser acessado para organizar fluxos comprometidos por esse descompasso. Assim como no pagamento de dívidas, deve-se avaliar o impacto das taxas de juros sobre as entradas futuras. ”O empreendedor precisa estar com as finanças organizadas para avaliar os prós e contras dos recursos disponibilizados”, diz Cibele.

Elegibilidade: condições básicas para acessar as linhas do Pronampe

  1. Ter faturamento de até R$ 4,8 milhões/ano
  2. Autorizar a consulta dos dados de faturamento pela instituição financeira (veja aqui o passo a passo para fazer a autorização)
  3. Não possuir dívidas fiscais e tributárias nas esferas federal, estadual e municipal.

(veja aqui o passo a passo para emitir a Certidão ).

O Itaú disponibiliza uma série de cartilhas públicas e gratuitas para apoiar empreendedores nesse processo. Para saber mais, acesse: https://meu.itau/_pronampe