Transição tributária: como se preparar sem comprometer a operação da sua empresa
Saiba como fazer a transição tributária da sua empresa com organização, sem comprometer o caixa ou a operação
Por Itaú Empresas
A maioria das empresas brasileiras ainda vai sentir a transição tributária mais como uma surpresa do que como algo planejado. Não porque a Reforma seja novidade (ela foi aprovada em 2023 e regulamentada em 2025) mas porque adaptar processos, sistemas e finanças exige tempo.
No entanto, esse tempo está passando.
O período de testes já está ativo em 2026.
A CBS entra em plena vigência em 2027. O ICMS e o ISS seguem em extinção gradual até 2033. Para uma empresa que ainda não fez nenhum movimento de preparação, o risco não é só fiscal, é operacional.
A boa notícia: ainda dá tempo de agir com organização.
Este artigo mostra como as PMEs podem fazer essa transição de forma estruturada, sem gerar caos no caixa ou na rotina dos seus negócios.
(Contribuição sobre Bens e Serviços)
Substitui PIS e Cofins, no âmbito federal. Vigência plena a partir de 2027. Saiba mais em CBS: como funcionará a Contribuição sobre Bens e Serviços (Imposto sobre Bens e Serviços)
Substitui ICMS e ISS, com transição entre 2029 e 2033. Entenda o funcionamento em IBS explicado: entenda tudo sobre o novo imposto.
Ou seja, o que torna essa transição desafiadora não é apenas a mudança de alíquota, mas sim a coexistência dos dois sistemas ao mesmo tempo.
Até 2033, sua empresa vai emitir NFs, apurar tributos e se relacionar com fornecedores e clientes dentro de dois regimes simultaneamente.
Financeiro e fluxo de caixa
Essa é a área que mais precisa estar preparada. A coexistência de dois sistemas tributários pode gerar provisões extras, honorários contábeis adicionais e ajustes de orçamento. Ter um fluxo de caixa bem gerido é o que vai permitir absorver esses custos sem travar a operação.
Fiscal e contabilidade
Seu contador vai precisar apurar tributos nos dois regimes simultaneamente durante a transição. Isso aumenta a complexidade das obrigações acessórias e exige um alinhamento mais frequente entre empreendedor e escritório contábil. Por isso, se você ainda não tem um planejamento tributário estruturado, este é o momento de montar um.
5. Acompanhe as regulamentações de perto
A reforma ainda tem pontos sendo regulamentados; especialmente as alíquotas de CBS e IBS dentro do Simples Nacional. Fique atento às atualizações do governo e do seu contador. Decisões tomadas com base em informações desatualizadas podem custar caro mais para frente.
Para estruturar o planejamento financeiro da sua empresa do zero ou revisá-lo com foco na transição tributária, recomendamos a leitura do guia planejamento financeiro: saiba como estruturar o da sua empresa.
O mapa é claro: mapeie processos, organize o caixa, alinhe contador, atualize sistemas e acompanhe as regulamentações. Empresas que seguirem esses passos nos próximos meses, certamente, vão chegar em 2027 preparadas, o que é essencial para os pequenos negócios.
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