Captação recorde de ETFs e IA em foco no mercado
O Radar Beta da semana destaca os fundos que ganham tração e a busca por exposição à inteligência artificial com mais equilíbrio
Por Comunicação Itaú Asset
EDIÇÃO #117

A edição desta semana do Radar Beta mostra a força dos ETFs, tanto no Brasil quanto lá fora, e como esse tipo de fundo se consolida como ponto de entrada para temas como tecnologia, renda fixa e diversificação internacional. Também destacamos o uso do ouro como amortecedor de risco e o papel dos ETFs em estratégias que buscam exposição à inteligência artificial sem depender de apostas individuais.
ETFs ganham espaço nas carteiras de alta renda
Gestores de fortunas estão ampliando o uso de ETFs na alocação de seus clientes, principalmente na exposição internacional à renda variável. Em algumas casas, os ETFs já representam mais de 50% das carteiras nesse segmento. Segundo reportagem da Capital Aberto, o avanço também se deve à expansão de novas teses e produtos locais.
No Brasil, o patrimônio sob custódia em ETFs chegou a R$ 65 bilhões em agosto de 2025, crescimento de 20,4% em relação ao fim de 2024. A diversificação de produtos, especialmente dentro da renda fixa, tem ajudado a consolidar o uso desses fundos em portfólios mais sofisticados.
ETFs batem recorde global de captação e patrimônio
O mercado global de ETFs segue quebrando recordes. Segundo a consultoria ETFGI, especializada no setor, o patrimônio total dos ETFs no mundo atingiu US$ 17,85 trilhões em agosto, o maior valor da história. Só no mês, os aportes líquidos somaram US$ 183 bilhões. No acumulado de 2025, os investidores aplicaram US$ 1,27 trilhão líquido nesses fundos, superando a marca de 2024.
De acordo com reportagem do Valor Investe, o setor acumula 75 meses consecutivos de saldo positivo, sinal de resiliência e do avanço da demanda global por instrumentos passivos, com liquidez e diversificação.Como investir em IA sem concentrar em uma ação
A alta de empresas como Oracle e Nvidia reacendeu o interesse de investidores pela inteligência artificial. Mas, como mostra matéria do E-Investidor, identificar qual será a próxima empresa a despontar é uma tarefa complexa, e o risco de errar, alto.
Nesse cenário, os ETFs surgem como alternativa mais equilibrada. Ao replicar índices que reúnem várias empresas ligadas à IA, esses fundos oferecem uma forma de diversificação automática, reduzindo a dependência de uma única ação. O investidor se expõe ao tema, mas com mais controle sobre o risco.
O papel do ouro: menos brilho, mais equilíbrio
O ouro costuma ser lembrado em momentos de estresse, e não por acaso. Como explica Renato Eid, head de Estratégias Indexadas e Integração ESG da Itaú Asset, em um artigo publicado no Íon, o metal funciona como uma espécie de amortecedor para o portfólio. Ele não gera renda nem costuma liderar os ganhos, mas ajuda a conter perdas em períodos de instabilidade.
O texto compara o ouro a um extintor ou cinto de segurança: não é o protagonista, mas pode ser essencial quando o mercado muda de direção. Para muitos investidores, alocar entre 5% e 10% da carteira nesse ativo pode ser suficiente para aumentar a resiliência, inclusive emocional, da estratégia. Fundos como Gold e Gold USD são opções para exposição ao metal.
Confira a performance dos principais fundos indexados da Itaú Asset

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