Especial Dia das Mulheres, com Roberta Anchieta e Carolina Magnoler

Mind Asset: Roberta Anchieta, diretora de Administração Fiduciária do Itaú, e Carolina Magnoler, Head de Estruturação da Mesa de Private Markets da Itaú Asset, compartilham aprendizados de mais de duas décadas no mercado financeiro e mostram como curiosidade, preparo técnico, liderança e abertura a oportunidades ajudam a construir uma carreira de longo prazo

Por Comunicação Itaú Asset

3 minutos de leitura

O que é preciso para construir uma carreira sólida em um ambiente de constante transformação? Para Roberta Anchieta e Carolina Magnoler, a resposta passa por curiosidade, preparo técnico, capacidade de adaptação e disposição para abraçar oportunidades que, muitas vezes, surgem fora do caminho inicialmente planejado.

Neste episódio especial do Dia Internacional da Mulher, o Mind Asset reúne duas executivas que acumularam mais de 20 anos de trajetória no mercado financeiro para uma conversa sobre carreira, liderança, diversidade e construção de legado.

Como construir uma carreira sólida no mercado financeiro

Carolina iniciou sua trajetória no jurídico do Itaú e construiu uma carreira ligada ao universo de Wealth Management antes de migrar para posições de negócio. Hoje lidera a estruturação de operações em Private Markets, segmento dedicado a investimentos em ativos privados, combinando estratégia, análise financeira e relacionamento com investidores e tomadores de crédito.

Já Roberta ingressou no banco por meio do programa de trainee e construiu sua carreira dentro da Itaú Asset, passando por áreas de pesquisa quantitativa, produtos e administração fiduciária. Ao longo do caminho, acumulou experiências que a levaram à posição de diretora.

Embora tenham seguido percursos diferentes, ambas defendem que a carreira é uma construção de longo prazo, feita etapa por etapa, aproveitando aprendizados que muitas vezes só fazem sentido quando vistos em retrospectiva.

Os pontos de virada na carreira

Ao relembrar seus pontos de virada, as duas destacam mudanças de área que abriram novas possibilidades de crescimento.

No caso de Carolina, a transição do jurídico para uma posição executiva no negócio representou a oportunidade de atuar mais próxima da tomada de decisões e assumir um papel que por muito tempo parecia distante da sua formação original.

Roberta também destaca a mudança para a Administração Fiduciária como um momento decisivo. A experiência reforçou uma percepção importante: muitas vezes, o crescimento profissional acontece quando deixamos de olhar apenas para um caminho específico e passamos a enxergar outras possibilidades.

A principal lição é que oportunidades nem sempre aparecem da forma imaginada e, por isso, flexibilidade e abertura para mudanças são características valiosas ao longo da carreira.

Diversidade vai além da representatividade

Ao falar sobre o mercado financeiro de duas décadas atrás, as executivas lembram um ambiente ainda mais concentrado nas lideranças masculinas.

A conversa aborda a importância da diversidade não apenas como uma questão de representatividade, mas também como um fator que melhora a qualidade das decisões. Na visão das convidadas, equipes formadas por pessoas com diferentes experiências, formações e perspectivas produzem análises mais completas e decisões melhores para investidores, clientes e organizações.

Ao longo do episódio, Roberta também relata como sua experiência como mulher negra influenciou sua trajetória profissional. Ela explica que, durante muitos anos, o maior desafio não foi apenas ser mulher em um ambiente predominantemente masculino, mas lidar com o racismo estrutural e a falta de representatividade. Segundo ela, estudar diversidade e desenvolver consciência racial transformou sua forma de enxergar a própria carreira e reforçou a importância de abrir caminhos para as próximas gerações.

O papel da representatividade

As executivas explicam que referências femininas e negras ajudam outras profissionais a visualizarem possibilidades de crescimento. Ao mesmo tempo, defendem que quem ocupa posições de liderança também tem responsabilidade em criar oportunidades para novos talentos.

Abrir portas também é um papel da liderança

As duas executivas destacam que ninguém constrói uma carreira sozinho. Mentores, gestores e colegas desempenham papel importante ao oferecer espaço, visibilidade e incentivo nos momentos decisivos da trajetória profissional.

Carolina relembra que sua mudança do Jurídico para uma área executiva só aconteceu porque um líder enxergou competências além de sua formação original e lhe deu espaço para assumir protagonismo.

Por isso, a liderança também passa por identificar talentos, estimular novas vozes e criar ambientes em que diferentes perfis tenham oportunidade de crescer e contribuir. Mais do que ocupar espaços, elas defendem a importância de ajudar outras pessoas a ocupá-los também.

Como enfrentar os desafios da carreira

Momentos de dúvida, mudanças inesperadas e períodos de crescimento mais lento fazem parte de qualquer jornada profissional. Para lidar com esses ciclos, ambas destacam a importância do preparo técnico, do controle emocional e da construção contínua de repertório.

Apesar de terem trajetórias diferentes, as duas executivas concordam que conhecimento técnico é um dos pilares da carreira. Carolina destaca a importância de construir repertório ao longo do tempo. Já Roberta afirma que o estudo sempre foi a principal ferramenta para conquistar segurança e credibilidade nas discussões.

Outro ponto relevante é a necessidade de manter equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Exercícios físicos, família, terapia e momentos de desconexão aparecem como elementos importantes para sustentar uma carreira de longo prazo em ambientes de alta exigência

Assista e aprofunde

Confira o episódio completo do Mind Asset abaixo e acompanhe as reflexões de Roberta Anchieta e Carolina Magnoler sobre carreira, liderança, diversidade e os aprendizados acumulados ao longo de mais de duas décadas de atuação no mercado financeiro.

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