Juros estáveis, ETFs em expansão e ouro no radar
O Radar Beta da semana acompanha os sinais do Banco Central, a movimentação dos ETFs e as novas projeções para o ouro
Por Comunicação Itaú Asset
EDIÇÃO #116

A edição desta semana do Radar Beta conecta as discussões mais recentes do mercado: o avanço dos ETFs como ferramenta de investimento, a manutenção da Selic pelo Banco Central, o fortalecimento do ouro como ativo de proteção e uma reflexão sobre por que vale a pena olhar além do Ibovespa ao investir em ações. Confira os destaques:
ETFs ganham tração e ampliam possibilidades no Brasil
O ETF Week reuniu especialistas do setor para debater os rumos do mercado. Segundo matéria do E-Investidor, os ETFs já captaram R$ 5,8 bilhões entre janeiro e agosto de 2025, e mais de 50 novos ativos foram listados nos últimos 12 meses. A combinação de queda de juros no exterior e expectativa de ciclo de corte da Selic a partir de 2026 foi citada como motor para o crescimento da renda variável e dos ETFs.
Entre os temas discutidos no evento estiveram a adoção gradual do modelo “fee based”, incentivada pela resolução CVM 179, a expansão de produtos como ETFs multiativos, cripto, estratégias com opções e ativos alternativos. Os participantes também apontaram a liquidez como ponto de atenção e reforçaram o papel dos formadores de mercado.
Por que olhar além do Ibovespa
O Ibovespa é um dos principais índices da bolsa brasileira, mas não representa toda a diversidade de estratégias disponíveis. Em um artigo publicado na ETFs Brasil, Renato Eid destaca que existem outras formas de se expor ao mercado, com foco, por exemplo, em empresas com histórico sólido de pagamento de dividendos.
É o caso do índice IDIV, que seleciona companhias com distribuição consistente de proventos. O DIVO11, que replica esse índice, oferece uma abordagem que valoriza recorrência, reinvestimento e permanência no tempo. Para investidores que pensam em construir renda e capital de forma mais equilibrada, pode ser uma alternativa relevante.
Banco Central mantém Selic e entra em novo estágio do ciclo
Na ata da última reunião do Copom, o Banco Central indicou que, após um ciclo firme de aumento de juros, o país entra agora em um novo estágio: o de manter a Selic estável em 15% e avaliar, com cautela, se essa postura será suficiente para levar a inflação de volta à meta. Segundo reportagem do InfoMoney, a comunicação do BC reforça a importância de um período prolongado de estabilidade.
A decisão foi unânime e veio em linha com as expectativas do mercado. O Copom afirmou que o cenário segue desafiador e que a política monetária deve permanecer vigilante. A manutenção da Selic reforça o papel da renda fixa e também sustenta a busca por ativos de proteção e diversificação, como o ouro.
Ouro em alta, e com espaço para ir além
O ouro ultrapassou sua máxima anterior ajustada pela inflação e segue em trajetória de valorização. De acordo com análise da Investopedia, os preços do metal subiram em resposta a uma combinação de fatores: tensões geopolíticas, dólar mais fraco, juros reais baixos e compras crescentes por bancos centrais.
Especialistas ouvidos na matéria projetam que o ouro pode atingir US$ 4 mil a onça até o fim do ano. A diferença em relação ao pico e colapso de 1980 está no perfil dos investidores: hoje, o movimento é mais sustentado, com ampla participação institucional e apoio técnico. O metal segue sendo visto como reserva de valor em um mundo marcado por incertezas econômicas e políticas.
Para quem busca exposição ao tema, os ETFs Gold e Ouro USD acompanham o desempenho do metal em reais e dólares, respectivamente.
Confira a performance dos principais fundos indexados da Itaú Asset

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