Mercados e Fundos em Foco | Itaú Index Commodities Multimercado
Mind Asset: Fernando Cavallete, superintendente da área de Portfolio Specialists da Itaú Asset, analisa como a geopolítica voltou a influenciar os mercados globais por meio do setor de energia e comenta o desempenho do Itaú Index Commodities Multimercado
Por Comunicação Itaú Asset
Março marcou uma mudança importante para os mercados globais. Após um período em que inflação, crescimento e política monetária concentravam as atenções dos investidores, a geopolítica voltou ao centro das decisões, com impactos relevantes sobre energia, juros, moedas e bolsas ao redor do mundo.
Nesta edição do Mercados e Fundos em Foco, Fernando Cavallete, superintendente da área de Portfolio Specialists da Itaú Asset, explica como a escalada do conflito no Oriente Médio se transformou em um choque macroeconômico, os quais foram os efeitos sobre diferentes classes de ativos e os desdobramentos para o Brasil. O episódio também apresenta o Itaú Index Commodities Multimercado, fundo destaque do mês.
Quando a geopolítica volta a mover os mercados
O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para transporte de petróleo e gás natural no mundo, elevou rapidamente as preocupações dos investidores. Mais do que um evento regional, o mercado não espera que falte petróleo fisicamente para reagir. A simples percepção de aumento do risco já altera a precificação dos ativos e influencia expectativas para inflação, crescimento e política monetária.
O resultado foi uma mudança significativa na forma como os ativos passaram a ser precificados. Temas ligados à segurança energética voltaram ao centro das discussões, enquanto os investidores passaram a exigir prêmios maiores para assumir risco.
Como petróleo, gás e outros ativos reagiram ao conflito?
O petróleo se tornou um dos principais termômetros do conflito. Com o aumento da incerteza em torno da oferta global de energia, os preços subiram significativamente e passaram a responder de forma intensa às notícias relacionadas ao Oriente Médio.
O mercado de gás natural também foi afetado, especialmente após ataques a infraestruturas estratégicas da região. Nesse caso, além das preocupações com o transporte dos insumos energéticos, os investidores passaram a considerar possíveis impactos mais duradouros sobre a oferta.
A volatilidade se espalhou por diferentes classes de ativos. O dólar ganhou força como ativo de proteção, os juros de longo prazo subiram em mercados desenvolvidos e as bolsas passaram a oscilar de acordo com a evolução das negociações e dos períodos de trégua observados ao longo do conflito.
O desafio para os bancos centrais
Quando a alta da inflação é causada por uma restrição de oferta, os bancos centrais enfrentam um cenário mais complexo. Cortar juros para estimular a atividade econômica pode aumentar o risco de inflação persistente. Por outro lado, manter uma política monetária restritiva pode pressionar ainda mais o crescimento.
Nos EUA, o aumento dos preços da energia contribuiu para uma revisão das expectativas de cortes de juros. Na Europa e no Reino Unido, a forte dependência energética elevou as preocupações com um cenário de inflação mais resistente combinado a uma atividade econômica mais fraca.
Esse ambiente levou investidores e bancos centrais a adotarem uma postura mais cautelosa diante dos próximos passos da política monetária.
Quais foram os impactos do conflito para a economia brasileira?
No Brasil, os impactos foram mistos. Por um lado, o país se beneficia da alta dos preços das commodities energéticas por ser exportador de petróleo. Esse movimento favorece setores relevantes da economia e ajuda a sustentar parte do desempenho do mercado local.
Ao mesmo tempo, o Brasil também sofre os efeitos da inflação importada. Como alguns combustíveis e derivados dependem de importações, a alta do petróleo acaba chegando à economia por meio do aumento dos custos de transporte e de outros insumos. O momento exigiu atenção adicional do Banco Central, que iniciou o ciclo de cortes de juros em um ambiente mais desafiador, diante da possibilidade de que o choque energético contaminasse as expectativas de inflação nos próximos anos.
O que observar daqui para frente
Na avaliação da Itaú Asset, mais importante do que o conflito em si é sua duração. A permanência das restrições ao fluxo de energia será determinante para a intensidade dos impactos sobre inflação, atividade econômica e política monetária.
Um cenário de normalização gradual do fluxo de energia poderia aliviar as pressões sobre inflação e permitir que os bancos centrais recuperassem espaço para flexibilizar a política monetária. Já uma interrupção prolongada da oferta manteria os preços de energia elevados por mais tempo, ampliando os riscos para atividade econômica e inflação.
Por isso, o acompanhamento dos fluxos no Estreito de Ormuz, dos preços do petróleo e do gás natural e das sinalizações dos bancos centrais segue sendo fundamental para entender os próximos movimentos dos mercados.
Como o Itaú Index Commodities Multimercado se posicionou nesse cenário?
A estratégia oferece exposição diversificada aos ciclos globais de commodities, combinando diferentes segmentos como energia, metais e produtos agrícolas em um único veículo de investimento.
Em um ambiente marcado pela valorização das commodities energéticas e pelo aumento da volatilidade global, o fundo se beneficiou do novo regime de mercado. Em março de 2026, registrou retorno de 13,44%, encerrando o primeiro trimestre do ano com rentabilidade acumulada de 17,36%.
O produto pode funcionar como uma ferramenta de diversificação para investidores que buscam exposição a uma classe de ativos que costuma ganhar relevância em cenários de choques de oferta e pressão sobre os preços de energia.
Assista e aprofunde
Confira o episódio completo do Mind Asset e entenda por que os ETFs vêm ganhando protagonismo e como esse movimento pode transformar a forma de investir nos próximos anos.
Confira o episódio completo do Mercados e Fundos em Foco abaixo e entenda como o conflito no Oriente Médio impactou os mercados globais, quais foram os efeitos sobre inflação e política monetária e como o Itaú Index Commodities Multimercado se posicionou nesse cenário.
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