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Perspectivas 2024: destaques do cenário econômico e fundos multimercado

Confira um resumo do painel “Cenário econômico e fundos multimercado: desafios e oportunidades” que aconteceu no evento Perspectivas 2024

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Itaú Asset

• 6 minutos de leitura

Crédito: Cauê Diniz

Realizamos na terça-feira, 5 de dezembro, o evento Perspectivas 2024, encontro anual em que os nossos gestores discutem insights, expectativas macroeconômicas e trazem as principais oportunidades e desafios para o mercado de investimentos no próximo ano.

Nosso primeiro painel foi moderado por Thomas Wu, economista-chefe da Itaú Asset, e contou com a participação de Bruno Serra, gestor do Itaú Janeiro, Mariana Dreux, gestora do Itaú Hedge Plus, Bruno Bak, gestor do Itaú Artax e Pablo Salgado, gestor do Itaú Optimus.

Confira, a seguir, os principais pontos abordados:

Aprendizados de 2023

  • Atravessamos um período desafiador, caracterizado por uma dinâmica econômica em que inflação, atividade e taxas de juros se desviavam frequentemente das expectativas. 
  • Quando há alto grau de incerteza nos dados, dando margem para múltiplas interpretações, a visão do Banco Central passa a ter mais importância;
  • No ambiente doméstico, o cenário externo (principalmente relacionado à juros nos EUA e crescimento na China) se tornou mais relevante na geração de tendência no preço dos ativos;
  • A força estrutural do Brasil, relacionada às commodities e à tendência mundial de transição para fontes de energia mais sustentáveis, melhorou o saldo comercial e justificou a resiliência no preço dos ativos locais, mesmo diante de ruídos fiscais e políticos.

Cenário global

  • Os gestores possuem visões semelhantes para o cenário prospectivo, após um período de alto grau de incerteza quanto à uma recessão. Por outro lado, conseguem expressar estas visões de formas diferentes dentro de seus portfólios.
  • Agora, o ambiente é de desinflação global, sanando um grande problema enfrentado nos últimos anos. 
  • O rally de novembro nos mercados marca uma forte confiança de que os juros devem começar a cair nas economias dos países desenvolvidos.

EUA

  • O Federal Reserve (banco central americano) tem conseguido provocar uma desinflação no país com pouco custo ao mercado de trabalho e à atividade.
  • Porém, agora, enfrenta um dilema: manter os juros em patamar elevado por mais tempo para trazer o núcleo da inflação para a meta mais rápido, mas correndo o risco de desacelerar a economia de maneira mais forte, ou tentar fazer um movimento mais suave e até mesmo cortar os juros em momento anterior ao que se imaginava meses atrás.
  • Para Bruno Bak, está mais claro que há preferência pela segunda opção. Bruno Serra acredita que podem ocorrer ciclos moderados de corte nos juros ainda no primeiro semestre.
  • Assim, o cenário mais provável é de um pouso suave, sem recessão, o que pode ser favorável para os ativos de risco e para bolsas de mercados emergentes;
  • Há preocupação com a conjuntura fiscal dos EUA, segundo Pablo Salgado. O déficit público é de cerca de 6% do PIB do país, porção significativa em comparação com eventos anteriores como a crise de 2008 e a pandemia de 2020 e 2021. 
  • Para Pablo, não há espaço para o Fed ajudar e monetizar a dívida a mercado como vinha fazendo em outras ocasiões.
  • Esse componente fiscal será crucial para a formação relativa de preços de ativos, com a expectativa que as taxas longas subam em relação às curtas.
  • Segundo Pablo, as bolsas de emergentes podem ser afetadas pela taxa que vigora na parte longa da curva.

Brasil

  • Para Mariana Dreux, a expectativa de inflação local está mais estagnada, mas há possibilidade de revisão para baixo. Tem preferência por juros reais de médio prazo e acredita que o câmbio pode oferecer uma proteção interessante.
  • Mariana acredita que o risco no cenário local está relacionado ao arcabouço fiscal, pois uma eventual sobre mudança na meta pode vir à tona em 2024.
  • Bruno Serra concorda que o ambiente é positivo para o real. Além disso, vê uma inflação benigna no país. Acredita que o Bacen deve seguir em ritmo cauteloso, com cortes de 50 pontos-base nas próximas reuniões.
  • Pablo também busca valor no câmbio, migrando de juros para moedas. Além disso, acredita que o cenário externo mais benigno traz conforto para ativos de países emergentes, especialmente no Brasil.
  • Bak concorda que o real é uma boa aposta na América Latina, diante do ritmo de crescimento e de uma boa balança comercial. Do outro lado vê com mais pessimismo o peso chileno.

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