Perspectivas 2026: Cenário Global, eleições e oportunidades para o Brasil
Confira os destaques do painel liderado pelo nosso economista-chefe, Thomas Wu, que abriu o nosso encontro anual
Por Itaú Asset
Realizamos nesta quinta-feira, 11 de dezembro, o evento Perspectivas 2026, encontro anual em que os nossos gestores e especialistas discutem sobre as principais oportunidades e desafios do cenário e mercados para o próximo ano.
O primeiro painel do evento, “Os próximos movimentos do Brasil e do Mundo”, foi uma conversa entre Thomas Wu, economista-chefe da Itaú Asset, e Felipe Seligman, Co-CEO e fundador da JOTA.
Confira, a seguir, os destaques do painel.
Cenário Internacional
Para Thomas Wu, o mundo atravessa um período de crescente tensão geopolítica. A rivalidade EUA-China, com a disputa pelas terras raras e a retórica agressiva da China sobre Taiwan é um dos grandes temas, gerando recentemente tensões com o Japão, por exemplo. Nesse contexto, a "dissuasão pela força", em uma nova corrida armamentista, onde países se armam massivamente como uma forma de evitar conflitos, são alguns dos fatores que têm moldado o atual cenário internacional.
Wu destacou um paradoxo na relação entre as duas potências: enquanto os EUA tentam reduzir a dependência em setores estratégicos, grande parte da cadeia de suprimentos de terras raras segue concentrada na China, que já impõe restrições às exportações. Essas medidas tendem a ganhar peso nas negociações comerciais e valorizam países capazes de oferecer fontes alternativas desse insumo essencial para tecnologias e armamentos.
Nesse contexto, o Brasil ocupa posição estratégica. Detentor da segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China, o país surge como potencial parceiro dos EUA. Mais que uma pauta de exportação, Wu ressaltou o valor geopolítico e o potencial de atração de investimentos desses recursos, desde que o Brasil transforme essa oportunidade em crescimento sustentável.
Cenário Local
O ano de 2026 deve ser marcado pela discussão de um projeto de desenvolvimento voltado ao crescimento sustentável e inclusivo. Nesse contexto, Thomas Wu destacou dois obstáculos estruturais: a necessidade de elevar a qualidade da educação, base para produtividade e inclusão, e o desafio de aumentar a eficiência do setor público, criando espaço para investimentos sem comprometer os serviços essenciais. A mensagem central foi que esses temas não devem ser tratados como excludentes: é possível avançar simultaneamente em capital humano e eficiência do Estado, gerando ganhos tanto para o potencial de crescimento quanto para a inclusão social.
Eleições 2026
Felipe Seligman avaliou que a eleição presidencial de 2026 será uma das mais abertas dos últimos ciclos, em grande medida porque ainda há incerteza sobre quais nomes estarão na disputa. Ainda assim, o painel ressaltou que o “jogo já começou”.
Segundo Seligman, o atual presidente parte como favorito, sustentado por um nível relevante de aprovação, pela vantagem de estar no cargo e pelos efeitos positivos de medidas recentes sobre renda e custo de vida, fatores que devem ganhar força no último ano de mandato. No entanto, a alta rejeição ao presidente mantém a disputa em aberto e impede qualquer leitura de vitória assegurada.
Do lado da oposição, a ausência de uma alternativa consolidada dificulta a construção de um projeto competitivo no curto prazo, o que tende a favorecer o incumbente. Os próximos meses devem ser marcados por ajustes de estratégia e pela busca de narrativas capazes de dialogar com o eleitor além das bases tradicionais. A economia deve ser o eixo central da disputa, enquanto temas como segurança pública, corrupção e política externa podem variar em importância conforme o contexto evolua.
Clique aqui para conferir as nossas projeções econômicas.
Confira a gravação completa do painel abaixo.
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