Perspectivas 2026: o que esperar do mercado de crédito frente ao ciclo dos juros

Confira os destaques do painel que contou com a participação de contou com a participação de Fayga Delbem e Sergio Goldstein, com moderação de Leticia Biller.

Por Itaú Asset

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imagem ilustrativa

Durante o encontro anual Perspectivas 2026, Fayga Delbem (Crédito Asset Core) e Sérgio Goldstein (Crédito Estruturado), da Itaú Asset, participaram de um painel sobre os principais vetores do mercado de crédito à frente. Após um ciclo favorável em 2024 e um período de volatilidade pontual em 2025, nossos especialistas avaliam que crédito entra em 2026 com spreads mais estáveis, maior seletividade e oportunidades concentradas na gestão ativa e na originação diferenciada.

A seguir, confira os destaques do painel.

Um mercado mais maduro e seletivo

Apresentando um contexto do mercado, Fayga destacou que 2024 foi um ano excepcional para o crédito privado, marcado por forte fechamento de spreads. Em 2025, o mercado passou por episódios de volatilidade associados a eventos específicos, como questões de governança ou alavancagem, e sem caráter sistêmico. Ou seja, movimentos naturais e que não indicam deterioração estrutural do crédito.

Para 2026, a expectativa é de estabilidade dos spreads, ainda que com volatilidade pontual devido ao ano eleitoral. Os casos mais desafiadores do crédito já estão devidamente precificados, e os gestores tendem a estar mais bem posicionados para aproveitar oportunidades no mercado secundário. Nesse contexto, ganham relevância portfólios resilientes, gestão ativa e acesso a operações privadas.

O foco está na geração de alfa

Para Sérgio, o foco para 2026 é a diferenciação entre gestores, que passa a ser avaliada pela capacidade de gerar alfa por meio de originação própria, estruturas mais sofisticadas e elevada seletividade.

O crédito estruturado ganha protagonismo, com destaque para FIDCs e operações lastreadas em recebíveis, que ajudam a mitigar riscos de balanço do emissor. Prazos mais longos, como fundos com resgate em D+90, ampliam o universo de investimento e permitem acessar ativos menos líquidos, com menor competição por preço.

Crédito isento: oportunidades e cuidados

Sérgio abordou as oportunidades em fundos listados de infraestrutura, que negociam com desconto em relação ao valor patrimonial e oferecem combinação atrativa de retorno. Para Fayga, após a valorização no crédito isento observada até setembro e uma correção técnica em dezembro, o ponto de partida para 2026 é mais favorável, com prêmios relevantes, desde que a alocação seja bem dimensionada conforme o perfil do investidor.

Em relação aos setores, a priorização está na qualidade de crédito e governança. Segmentos mais cíclicos, como varejo, exigem cautela. Enquanto estruturas bem desenhadas no crédito estruturado podem capturar oportunidades mesmo em setores mais desafiados.

O que esperar para 2026

  • Spreads mais estáveis no início do ano, ainda que com volatilidade pontual.
  • Gestão ativa e liquidez como fatores-chave de geração de valor.
  • Crédito estruturado e infraestrutura podem ganhar mais relevância nas carteiras
  • Para os investidores: disciplina na seleção de gestores, diversificação e aderência ao perfil de risco.

Confira a gravação completa do painel abaixo.

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