Perspectivas 2026: o impacto do cenário local e global nos fundos multimercado
Confira o resumo do painel que contou com a participação dos gestores Bruno Serra, Bruno Bak, Pablo Salgado, com moderação de Fernando Cavallete
Por Itaú Asset
Durante o nosso encontro anual Perspectivas 2026, os gestores da Itaú Asset Bruno Serra (Itaú Janeiro), Bruno Bak (Itaú Artax) e Pablo Salgado (Itaú Optimus) participaram de uma conversa com Fernando Cavallete (Head da área de Portfolio Specialists) sobre o impacto do cenário local e global nos fundos multimercado.
Durante o bate-papo, nossos especialistas fizeram uma leitura dos movimentos mais marcantes de 2025 e analisaram o que podemos esperar para o próximo ano.
A seguir, os principais destaques do painel.
EUA resiliente e um ambiente global que ainda favorece o risco
A economia dos Estados Unidos continua surpreendendo pela resiliência. Para Bruno Serra, o momento de crescimento sólido e de cortes de juros estimula a tomada de risco no mercado global, mas ressalta que pressões inflacionárias futuras e a preocupação com a dívida americana podem surgir como temas importantes mais adiante. Já o dólar enfrenta uma tendência global de desvalorização.
China e Europa: uma relação que molda o cenário global
Pablo Salgado destacou que a China tem se apoiado em seu superávit comercial e no domínio de cadeias produtivas estratégicas para ampliar sua influência geopolítica, afetando principalmente a Europa. Na prática, o crescimento chinês cria um ambiente global mais complexo para economias que não conseguem acompanhar o ritmo de inovação e escala produtiva.
Mercados emergentes: boas oportunidades, mas com nuances
Bruno Bak destacou que os mercados emergentes não devem ser vistos como um bloco homogêneo. Cada país vive momentos distintos, abrindo oportunidades específicas. Apesar do momento positivo, uma eventual mudança na condução de política monetária do Federal Reserve poderia aumentar a correlação entre os emergentes, reduzindo o benefício da diversificação no curto prazo.
Brasil: juros altos, mas com espaço para queda
Há consenso de que a Selic está em patamar elevado para a atual dinâmica econômica. O ponto, agora, é entender o ritmo e a intensidade dos cortes. Bruno Serra avalia que o BC poderá iniciar os cortes entre janeiro e março, levando a Selic para cerca de 11% em um cenário conservador, ou entre 8,5% e 9% com melhora fiscal.
Onde estão as oportunidades no mercado local
Os gestores destacaram três direções principais para 2026:
- Juros: o ativo mais equilibrado neste momento. Com a perspectiva de cortes, a renda fixa continua oferecendo bom equilíbrio entre risco e retorno.
- Bolsa: potencial elevado, mas dependente do fiscal. É o ativo mais sensível à confiança na trajetória fiscal e ao ruído político.
- Câmbio: maior desafio do próximo ano. A redução do diferencial de juros tende a diminuir o suporte ao real.
Como os gestores estão posicionados hoje
- Bruno Serra: aplicado em juros no Brasil, em ações americanas, em juros no Reino Unido e vendido no tesouro americano de 10 anos.
- Bruno Bak: comprado em taxa de juros no Chile, aplicado em juros no México e com posição long & short na bolsa brasileira.
- Pablo Salgado: comprado em dólar e ouro, na parte curta da curva de juros no México, Canadá, Europa. Em Brasil, aplicado na parte curta da curva.
O que esperar de 2026
O painel encerrou com a mensagem de que 2026 trará oportunidades e desafios, exigindo atenção às contas públicas e à dívida americana. Os gestores veem potencial na renda fixa local e na diversificação internacional, mas ressaltam a importância de disciplina e monitoramento das políticas e do cenário político.
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