Rigor nos relatórios climáticos, avanço dos fundos sustentáveis e carbono em escala global
O Radar ESG desta semana destaca os desafios na confiabilidade dos dados de emissões, a maturidade do mercado financeiro e o avanço de soluções climáticas no Brasil e no mundo
Por Comunicação Itaú Asset
EDIÇÃO #25

A edição desta semana do Radar ESG reúne temas centrais para o amadurecimento da agenda sustentável. Enquanto estudos questionam a confiabilidade dos dados corporativos de emissões, o mercado financeiro brasileiro amplia sua atuação em fundos sustentáveis. Ao mesmo tempo, projetos de energia renovável e restauração florestal ganham escala, reforçando caminhos práticos para a transição climática.
Dá para confiar nos dados de emissões de CO₂ das empresas?
Um estudo publicado pelo Capital Reset, com base em pesquisa da Harvard Business School, acende um alerta sobre a confiabilidade dos dados climáticos divulgados por grandes empresas.
Segundo a análise, 58% das companhias de capital aberto nos EUA revisaram retroativamente seus dados de emissões, geralmente para cima, após a divulgação inicial. Em contraste, apenas 2% dos dados financeiros passam por revisões semelhantes. Em 85% dos casos, as revisões não apresentam justificativa clara, e apenas 5,4% citam mudanças metodológicas.
O estudo aponta que a ausência de padronização e o caráter voluntário do reporte climático tornam o cenário pouco robusto. O tema ganha relevância no Brasil, onde empresas listadas passarão a divulgar informações obrigatórias sob os padrões IFRS S1 e S2, elevando a necessidade de governança, transparência e consistência metodológica.
Um terço das instituições financeiras pretende estruturar fundos sustentáveis
De acordo com pesquisa da Anbima em parceria com o Datafolha, 33% das instituições financeiras brasileiras planejam estruturar ou gerir fundos sustentáveis em 2026.
Além disso, 26% pretendem investir em títulos temáticos, e 38% das gestoras afirmaram já ter deixado de investir em ativos devido a mau desempenho ESG. O levantamento mostra que 78% das instituições incorporam fatores ESG nas decisões, com destaque para critérios de transparência, ética, segurança da informação e qualidade de governança.
Mesmo com pressões internacionais e uma leve desaceleração na percepção de relevância do tema, o crescimento dos fundos sustentáveis e do patrimônio da classe indica que a agenda ESG segue estrutural no mercado brasileiro.
Reino Unido realiza maior leilão de eólicas offshore da Europa
Segundo o portal Eixos, o Reino Unido concluiu o maior leilão de energia eólica offshore já realizado na Europa, contratando 8,4 GW de nova capacidade.
O leilão deve destravar cerca de £22 bilhões em investimentos privados e contribuir para uma matriz elétrica mais limpa, com preços 40% inferiores ao custo de novas usinas térmicas a gás. O resultado reforça a maturidade regulatória do país e a resiliência do setor de energia renovável, mesmo em um cenário global desafiador.
ProFloresta+ supera expectativas e atrai propostas para créditos de carbono
De acordo com o BNDES, o primeiro edital do ProFloresta+, iniciativa conjunta do banco com a Petrobras, recebeu 16 propostas de venda de créditos de carbono, muito acima das cinco contratações inicialmente previstas.
O programa prevê a compra de 5 milhões de créditos de carbono (VCUs) por meio de contratos de longo prazo e busca fomentar projetos de restauração ecológica com espécies nativas na Amazônia.
A iniciativa pode viabilizar a recuperação de até 50 mil hectares e mobilizar mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos, fortalecendo o Brasil como referência global em créditos de carbono baseados na natureza.
Acompanhe também os principais índices ESG
Além das notícias da semana, você confere no Radar ESG os principais índices de sustentabilidade, incluindo benchmarks globais e brasileiros, assim como dados sobre títulos verdes e setores ligados à transição energética.
A tabela apresenta uma visão consolidada dos índices que refletem diferentes abordagens dentro da agenda ESG, desde desempenho corporativo sustentável até indicadores de baixa emissão de carbono e clima.

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