TECK11, SILK11 e a nova fase da IA: onde estão as oportunidades?

Mind Asset: Thomas Wu, estrategista-chefe de investimentos do Itaú, e Bruno Tariki, portfolio manager da Itaú Asset, analisam como a inteligência artificial está ampliando seus impactos para além das empresas de tecnologia e por que a diversificação se torna cada vez mais importante nesse cenário

Por Comunicação Itaú Asset

3 minutos de leitura

A inteligência artificial continua transformando empresas, setores e modelos de negócio em ritmo acelerado. Há apenas alguns meses, o avanço dos modelos capazes de escrever códigos já chamava atenção. Pouco depois, o mercado passou a acompanhar aplicações cada vez mais sofisticadas, incluindo iniciativas ligadas ao desenvolvimento de novos tratamentos e medicamentos.

Nesse contexto, a discussão sobre IA também começou a mudar. Mais do que identificar quem está criando os melhores modelos, investidores passaram a buscar respostas para outra pergunta: onde o valor está sendo gerado ao longo dessa cadeia?

Uma revolução digital, mas também industrial

Embora a inteligência artificial seja normalmente associada a aplicativos e softwares, sua expansão depende de uma infraestrutura física cada vez maior. Data centers, chips, energia e equipamentos passaram a ocupar um papel central na corrida pela IA.

A magnitude desses investimentos ajuda a ilustrar essa transformação. Em 2026, os gastos de capital das cinco maiores empresas americanas de tecnologia ligadas a IA e computação em nuvem devem superar US$ 700 bilhões, acima dos pouco mais de US$ 500 bilhões investidos globalmente pela indústria de exploração de petróleo e gás.

Mais do que uma revolução digital, a IA também se tornou uma revolução industrial. E isso amplia o universo de empresas potencialmente beneficiadas por essa tendência.

Onde o mercado está enxergando valor

Uma das principais conclusões da discussão é que a geração de valor não está restrita às empresas que desenvolvem modelos de inteligência artificial. A expansão dos data centers, por exemplo, beneficia fornecedores de equipamentos utilizados em sua construção. Empresas ligadas à fabricação de escavadeiras, máquinas industriais e componentes especializados passaram a ocupar posições estratégicas em uma cadeia que cresce rapidamente.

O mesmo ocorre na indústria de semicondutores. Alguns insumos fundamentais para a produção de chips são fornecidos por companhias pouco associadas ao universo da tecnologia. Entre os fabricantes diretamente expostos ao avanço da IA, empresas de memória para semicondutores também vêm capturando parte relevante desse valor. Um dos destaques é a Micron, que registrou margem superior a 80% recentemente, refletindo a forte demanda por componentes utilizados na expansão da infraestrutura de inteligência artificial.

Ao mesmo tempo, diferentes elos da cadeia encontram-se em estágios distintos de desenvolvimento. Enquanto algumas empresas já colhem resultados do aumento da demanda, outras seguem investindo pesadamente para construir capacidade e monetizar essa infraestrutura ao longo dos próximos anos.

A China também disputa protagonismo

Além da disputa por capacidade computacional, a inteligência artificial também abre espaço para uma competição sobre quais modelos tecnológicos devem prevalecer no futuro.

Enquanto muitas empresas americanas operam com sistemas proprietários, iniciativas chinesas têm avançado por meio de modelos mais abertos, permitindo que desenvolvedores utilizem e adaptem a tecnologia para novas aplicações.

Essa diferença pode ser entendida de forma semelhante à disputa histórica entre padrões tecnológicos. Em ambos os casos, a infraestrutura continua necessária, mas diferentes abordagens competem para definir como a tecnologia será distribuída e utilizada.

A relevância da China nessa discussão reflete uma transformação mais ampla do país. Em poucas décadas, a economia passou de uma posição associada à manufatura de baixo valor agregado para disputar espaço em uma das fronteiras tecnológicas mais importantes da economia global.

TECK11, SILK11 e a importância da diversificação

Para os investidores, identificar antecipadamente os principais vencedores dessa transformação tende a ser cada vez mais desafiador. A própria inteligência artificial altera a dinâmica de escassez e abundância dos mercados. Enquanto algumas atividades podem se tornar mais acessíveis e competitivas, outras passam a ocupar posições estratégicas dentro da nova estrutura produtiva.

Nesse ambiente, a diversificação ganha ainda mais relevância. O TECK11 oferece exposição às principais empresas americanas de tecnologia, incluindo companhias ligadas ao desenvolvimento de infraestrutura, componentes e aplicações de IA.

Já o SILK11 permite acessar diferentes setores da economia chinesa, incluindo empresas de tecnologia que participam dessa transformação por uma ótica distinta.

Mais do que alternativas concorrentes, os dois ETFs podem representar formas complementares de participar de uma das principais tendências estruturais da economia global.

Assista e aprofunde

Confira o episódio completo do Mind Asset e entenda por que os ETFs vêm ganhando protagonismo e como esse movimento pode transformar a forma de investir nos próximos anos.

Confira o episódio completo do Mind Asset abaixo e entenda como a inteligência artificial está remodelando cadeias produtivas, criando novas oportunidades de investimento e reforçando a importância da diversificação em um cenário de transformação acelerada.

Confira outras edições do Mind Asset

ETFs no Brasil: crescimento da indústria e novidades para os investidores

Mind Asset: Caique Cardoso, especialista em ETFs da Itaú Asset, analisa o crescimento [...]

Do Bull ao Bear Market: como Long Only e Long & Short navegam em diferentes cenários

Mind Asset: Bruno Savaris, gestor da família Itaú Hunter, e Rodrigo Araújo, portfolio [...]

Fundos com exposição à Bolsa são todos iguais?

Rodrigo Koch, portfolio manager do Itaú Optimus Long Bias, e Fernando Cavallete, head [...]