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Ata do Fed: juros no pico ou perto dele

No Radar do Mercado: o Fed divulgou a ata de sua última reunião de política monetária, quando a autoridade manteve suas taxas de juros e projetou taxas mais baixas para 2024

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Itaú Private Bank

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O Federal Reserve (Fed, banco central americano) divulgou a ata de sua última reunião de política monetária, quando a autoridade manteve os juros no intervalo de 5,25% a 5,50% ao ano, pela terceira reunião consecutiva, e reduziu suas projeções para as taxas de juros em 2024.

O documentou apontou que as autoridades consideram que os juros estão provavelmente em seu pico ou perto dele no atual ciclo de aperto. Além disso, concordam ser apropriado manter a postura restritiva durante algum tempo para terem certeza de que a inflação caminha de forma sustentada em direção à meta.

A ata também indicou maior otimismo dos membros com relação à trajetória da inflação. Caso a tendência de queda continue, os cortes devem começar em 2024, mas o momento apropriado para o início desse processo ainda é incerto.

Nas projeções atualizadas, quase todos os participantes indicaram que, refletindo as melhores perspectivas de inflação, há expectativa de uma taxa de juros menor ao final de 2024, na comparação com o estimado em setembro. No entanto, as expectativas individuais das autoridades variaram.

As atenções agora se voltam para as leituras de emprego (nesta sexta) e inflação (no dia 15) referentes ao mês de dezembro.

ISM de manufatura dos EUA segue em nível contracionista

O índice do Instituto de Gerência de Oferta (ISM, em inglês) de manufatura dos Estados Unidos avançou em dezembro para 47,4 pontos na leitura divulgada hoje, acima das expectativas do mercado. Vale lembrar que resultados abaixo de 50 indicam contração do setor.

Os componentes de preços e de novas encomendas recuaram, enquanto o mercado projetava uma aceleração. Já o indicador de emprego registrou uma alta acima do esperado, mas também segue em patamar contracionista.

Nossa visão: a leitura novamente em patamar contracionista continua sugerindo um quadro de atividade fraca no setor industrial americano, enquanto os serviços têm sido o principal motor da economia no curto prazo.

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