Banco Central Europeu mantém juros parados na Zona do Euro

No Radar do Mercado: decisão veio em linha com as expectativas do mercado e sem sinalizações de novos movimentos à frente

Por Itaú Private Bank

3 minutos de leitura

Na manhã desta quinta-feira, 5, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as principais taxas de juros da Zona do Euro inalteradas, em linha com o esperado pelo mercado. Com isso, a taxa de depósito se manteve em 2,00% ao ano, a de refinanciamento em 2,15% e a de empréstimos, 2,40%.

A autoridade monetária afirmou que a inflação da região deve se manter estável na sua meta de 2,0% ao ano no médio prazo e que a economia se mantém resiliente em meio a um cenário global desafiador. Além disso, o comunicado registra que o baixo desemprego, os balanços sólidos do setor privado, a implementação gradual dos gastos públicos em defesa e infraestrutura e os efeitos positivos dos cortes anteriores nas taxas de juros estão sustentando o crescimento. Ao mesmo tempo, as perspectivas ainda são incertas, devido, em particular, à contínua incerteza em relação à política comercial global e às tensões geopolíticas.

O BCE reforçou seu compromisso em fazer com que a inflação se estabilize na meta e afirmou que adotará uma abordagem baseada em dados e reunião a reunião para determinar a postura adequada da política monetária à frente. Para isso, levará em consideração, sobretudo, as perspectivas de inflação e os riscos associados, a dinâmica da inflação subjacente e a força da transmissão da política monetária.

Visão de Investimentos: a decisão de hoje do Banco Central Europeu não trouxe nenhuma grande surpresa para o mercado. Em sua coletiva de imprensa, Christine Lagarde, presidente da autarquia, foi perguntada sobre a inflação corrente rodando abaixo da meta e a apreciação da taxa de câmbio como possível vetor deflacionário. Em sua resposta, afirmou que a inflação abaixo da meta já era esperada e que a apreciação do câmbio já estava contemplada nas projeções da autoridade. Diante disso, não enxergamos sinais claros no horizonte próximo de uma nova alteração nas taxas de juros da região.

Uma variável, no entanto, que tem potencial para mudar isso é o impulso fiscal, sobretudo da Alemanha, que já começa a aparecer nos primeiros indicadores de atividade do país. Por ora, no entanto, seguimos com nossa visão neutra para a renda variável europeia e renda fixa de desenvolvidos ex-EUA, acreditando que mercados emergentes devem se beneficiar mais da estratégia em curso de diversificação global dos ativos do que os desenvolvidos.

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