Focus: após Copom, mercado revisa inflação de 2026 novamente para baixo
No Radar do Mercado: projeção do IPCA deste ano e da inflação 12 meses à frente seguem oscilando para baixo
Por Itaú Private Bank
Focus: IPCA de 2026 e câmbio de 2027 para baixo

Na semana seguinte à primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a autoridade monetária divulgou mais uma edição do Relatório Focus, atualizando as projeções do mercado para os principais indicadores macroeconômicos deste e dos próximos anos.
Começando pela inflação, a mediana das projeções para 2026 oscilou novamente para baixo, desta vez de 4,00% para 3,99% ao ano, enquanto as expectativas para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis em 3,80% e 3,50%, respectivamente. Em relação à inflação 12 meses à frente, um indicador importante para a tomada de decisão do Copom, a mediana das projeções também baixou para 3,99% a.a., vinda de 4,01%. Lembrando que, na semana passada, a Petrobras anunciou redução dos preços de gasolina para distribuidoras impactando as projeções.
Com isso, as projeções atualizadas se aproximam um pouco mais do centro da meta e as expectativas para todos os horizontes seguem na banda superior do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual ao redor da meta de 3,0% ao ano definida pelo Conselho Monetário Nacional.
Já em relação à Selic, as projeções do mercado não mudaram nessa versão do relatório Focus e se mantiveram em 12,25% para 2026, 10,50% para 2027 e 10,00% em 2028, o que implica em cortes de 2,75 pontos percentuais ao longo deste ano.
A outra atualização dessa edição do Focus ficou por conta do câmbio. O mercado seguiu projetando câmbio de R$/US$ 5,50 para 2026 e revisou novamente para R$/US$ 5,50 a estimativa para 2027 (de R$/US$ 5,51 na semana anterior). Já para 2028, a expectativa segue em R$/US$ 5,52.
Em relação ao PIB, as projeções foram mantidas em 1,80% de crescimento para este e o próximo ano e em 2,00% para 2028.
Visão de Investimento: com a divulgação da Ata do Copom amanhã, são esperadas mais informações sobre a decisão do Banco Central de manter os juros parados em janeiro, mas já sinalizar um corte na próxima reunião de março.
Da nossa parte, as comunicações realizadas e as sinalizações dadas pela autoridade monetária até aqui estão alinhadas como o nosso cenário de início do ciclo de cortes em março, o que reforça nossa visão favorável para a renda variável no Brasil neste momento.
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