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BC da China corta taxa de compulsório bancário

No Radar do Mercado: Banco Central da China cortou sua taxa de compulsório bancário; na Zona do Euro, PMI avançou em janeiro, mas segue em patamar contracionista

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Itaú Private Bank

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O Banco Central da China (PBoC, na sigla em inglês) anunciou um corte em sua taxa de compulsório bancário (RRR, em inglês) de 50 pontos-base a partir de 5 de fevereiro, o que irá injetar 1 trilhão de yuans na economia. O BC chinês também reduziu as taxas de reempréstimo e redesconto em 25 pontos-base. A expectativa é que venham mais medidas de apoio adiante.

O presidente do PBoC afirmou que há espaço na política monetária para facilitar a emissão de títulos do governo em larga escala, e que, em breve, as restrições sobre empréstimos operacionais para o setor imobiliário serão flexibilizadas.

Nossa visão: nos últimos dias, o governo chinês tem anunciado medidas pró-mercado e pró-crescimento. Em nosso cenário, projetamos crescimento do PIB de 4,7%, considerando mais medidas monetárias e fiscais a serem divulgadas à frente.

PMI avança na Zona do Euro em janeiro

Na Zona do Euro, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que engloba serviços e manufatura, subiu para 47,9 pontos em janeiro. O movimento foi puxado pela manufatura, que avançou para 46,6, acima do esperado, em meio à fraqueza do setor de serviços, que apresentou um leve recuo, para 48,4.

Vale lembrar que leituras abaixo de 50 pontos indicam contração da atividade. No relatório, os atrasos de frete por conta das tensões no Mar Vermelho foram citadas como uma explicação para um maior tempo de entrega dos fornecedores.

Nossa visão: a leitura de hoje sinaliza uma ligeira melhora da atividade em janeiro, mas o nível deprimido e abaixo dos 50 pontos ainda indica fragilidade à frente. Além disso, o aumento no tempo de entrega, embora distante do patamar registrado durante a pandemia, acende um alerta quanto a novas pressões inflacionárias na margem.

Eleição nos EUA: Trump vence primárias em New Hampshire

A disputa pela presidência dos Estados Unidos ocorrerá apenas em novembro, mas o calendário eleitoral teve início na semana passada com as primárias em Iowa, vencidas por Donald Trump. O ex-presidente também venceu ontem as primárias em New Hampshire e é o favorito para ser o candidato do Partido Republicano.

Na disputa de ontem, Trump ficou próximo ao indicado por pesquisa (55% dos votos), enquanto Nikki Haley teve um desempenho melhor do que o projetado (43%). A surpresa, no entanto, não eleva as chances da candidata, já que o vencedor das primárias de Iowa e NH sempre acaba como representante do partido, e Trump está bem à frente em outros estados e nas pesquisas nacionais.

Na edição do The Weekly Globe publicada ontem, você confere um guia da disputa: como funciona o sistema eleitoral, mais detalhes sobre os possíveis candidatos à presidência, o que dizem as pesquisas e como os mercados costumam se comportar em períodos eleitorais.

⚠️ Aviso: devido ao feriado na cidade de São Paulo, não divulgaremos o boletim No Radar do Mercado nesta quinta-feira.

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