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Ata do Fed: inflação ainda preocupa; estresse no sistema financeiro chinês

A ata do Federal Reserve apontou uma preocupação das autoridades com a inflação; investidores também repercutem a crise no sistema financeiro chinês

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

A ata do Federal Reserve divulgada nesta semana sinalizou uma forte preocupação das autoridades com a trajetória da inflação à frente, o que deve seguir dividindo as apostas do mercado para as próximas reuniões.

Na China, os indicadores de atividade vieram abaixo das expectativas, com o setor imobiliário ainda dando sinais de fraqueza, e o Banco Central respondeu com cortes nas taxas de juros. Além disso, o pedido de proteção contra falência da Evergrande e a inadimplência de grandes empresas chamaram a atenção dos investidores.

Por aqui, revisamos a nossa projeção para a inflação de 2023 após o reajuste nos preços dos combustíveis pela Petrobras.

Confira os destaques abaixo.

Revisamos nossa projeção para o IPCA de 2023

A Petrobras aumentou o preço de combustíveis, com uma elevação de 16% na gasolina e de 26% no diesel, acima da nossa expectativa de curto prazo (que embutia um reajuste menor na gasolina, próximo de 5%). Com isso, a alta possui impacto adicional de aproximadamente 25 pontos-base na leitura de inflação de agosto e setembro. Assim, revisamos para cima a nossa projeção para o IPCA de 2023 para 5,1%. Para 2024, mantemos a projeção da inflação em 4,3%.

Ata do Fed: inflação ainda preocupa

A ata da última reunião do Federal Reserve (banco central americano), quando houve uma alta de 25 pontos-base nos juros, mostrou que as autoridades estão preocupadas com a possibilidade de a inflação não ceder. A maioria dos participantes vê o balanço de riscos para a inflação deslocado para cima, o que poderia exigir aperto adicional da política monetária. Os membros do Fed também não enxergam mais que o país vá entrar em uma recessão no final do ano. Ainda assim, esperam um crescimento nos próximos dois anos abaixo do potencial.

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Vendas no varejo dos EUA crescem acima do esperado em julho

As vendas no varejo dos EUA cresceram 0,7% em julho, acelerando frente a junho (0,2%). O resultado veio acima das expectativas (0,4%) e marca o quarto aumento consecutivo do indicador. Excluindo automóveis e gasolina, as vendas subiram 1% no mês, acima das expectativas e acelerando na comparação com o mês anterior. A leitura indica uma resiliência da atividade, afasta o risco de recessão no curto prazo e reforça a expectativa que o país viva uma desaceleração econômica, mas ainda com crescimento positivo.

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Produção industrial americana surpreende em julho

A produção industrial dos EUA avançou 1% em julho, após ter apresentado retração em junho, e superou as expectativas do mercado. Em relação ao mesmo período de 2022, a produção industrial seguiu em patamar negativo (-0,2%). Já a taxa de utilização da capacidade instalada avançou para 79,3%. Em suma, o indicador segue apontando uma fraqueza do setor industrial, em linha com o movimento observado a nível global.

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Atividade econômica desaponta na China e PBoC corta juros

Os indicadores de atividade de julho da China vieram abaixo das expectativas. A produção industrial desacelerou para 3,7% a/a, vindo de um crescimento de 4,4% em junho e abaixo do esperado (4,3%). O setor imobiliário ainda é o principal obstáculo e continua sem sinais de melhora nas vendas e construções. O Banco Central da China (PBoC, na sigla em inglês) respondeu com cortes nos juros: 15 pontos-base na linha de crédito de médio prazo (MLF) de um ano, para 2,5%; e 10 pontos-base na de mercado aberto (OMO) de 7 dias, para 1,8%.

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Estresse no sistema financeiro da China

Clientes do conglomerado Zhongzhi, da indústria de trusts chinesa, divulgaram atrasos em pagamentos por uma unidade fiduciária. As fiduciárias possuem exposição ao setor imobiliário, que enfrenta uma fraqueza – uma das maiores incorporadoras, a Country Garden, suspendeu a negociação de dez títulos corporativos nesta semana. Os receios de um contágio têm aumentado no mercado. No entanto, o principal canal de impacto da China sobre a economia global a esta altura é o da atividade.

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Chinesa Evergrande pede proteção contra falência

O grupo Evergrande, uma das maiores incorporadoras da China, entrou com pedido de proteção contra falência ontem em Nova York, acionando um capítulo da lei americana que permite às empresas de outros países solicitar recuperação judicial nos EUA. Vale lembrar que a empresa já acumulou diversas dívidas e deixou de pagá-las em 2021, em meio a uma crise no setor na China, e o sistema financeiro ainda sente seus efeitos. O pedido visa proteger os ativos da Evergrande dos credores, enquanto a empresa passa por uma reestruturação de dívida.

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Inflação desacelera no Reino Unido, mas núcleo segue estável

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 6,8% a/a em julho, desacelerando em relação a junho e em linha com o esperado. O núcleo, que exclui itens mais voláteis, como alimentos e energia, ficou estável, enquanto o mercado esperava uma desaceleração. O componente de bens tem recuado, enquanto serviços seguem pressionados. A persistência do núcleo e os salários ainda pressionados devem alimentar apostas por uma extensão do ciclo de alta de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).

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