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Fed e BC europeu desaceleram ritmo de alta dos juros

Tanto o banco central americano quanto o europeu elevaram suas taxas de juros em 50 pontos-base; nesta semana, houve ainda a divulgação da ata do Copom

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

A política monetária global ficou no centro das atenções dos investidores nesta semana. No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe alertas sobre o potencial impacto do aumento dos estímulos fiscais. Na Europa e nos Estados Unidos, os bancos centrais desaceleraram o ritmo de alta e elevaram os juros em 50 pontos-base. Também divulgamos nossa revisão de cenário macroeconômico, tanto local quanto internacional.

Confira, abaixo, mais detalhes dos fatores que impactaram os mercados nos últimos dias.

Ata do Copom: cenário nebuloso

Embora enfatize que o momento exige serenidade, a ata do Copom indica que as autoridades irão monitorar atentamente o potencial impacto de gastos adicionais na economia e na inflação. As expectativas de inflação para 2024 podem aumentar nas próximas semanas, mas devem ser contrabalanceadas por perspectivas de desaceleração econômica e dos efeitos das pressões desinflacionárias globais.

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Setor de serviços recua 0,6% em novembro

Em outubro, a receita real do setor de serviços recuou -0,6% no comparativo mensal, abaixo das expectativas. Esperamos que essa desaceleração continue nos próximos meses. Os efeitos da reabertura estão se dissipando, e os demais setores, como produção industrial e comércio varejista, já mostram alguma desaceleração.

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Fed desacelera ritmo e eleva juros em 50 pontos-base

O Fed desacelerou o ritmo e elevou os juros em 50 pontos-base, passando a taxa para um intervalo 4,25% a 4,50% ao ano, em linha com o esperado. O BC elevou a projeção do PIB para 2022, mas reduziu para 2023 e 2024, abaixo da tendência de longo prazo. As estimativas foram elevadas para a inflação, que deve se aproximar da meta de 2% apenas em 2025, e para os juros, que sugerem cortes apenas em 2024.

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Inflação desacelera em novembro nos EUA

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA teve uma alta mensal de 0,10%, desacelerando em relação a outubro e abaixo do esperado. Na comparação anual, a variação foi de 7,1%, também abaixo do resultado anterior e da expectativa. Este foi o menor aumento em 12 meses desde o período encerrado em dezembro de 2021.

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Vendas no varejo e produção industrial nos EUA recuam

As vendas no varejo americano caíram 0,6% em novembro, desacelerando na comparação com outubro. De maneira geral, o resultado veio abaixo das expectativas, que já projetavam uma desaceleração da atividade econômica neste fim de ano. A produção industrial também desacelerou, de -0,1% para -0,2% em novembro, enquanto a expectativa era de estabilidade.

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BCE eleva juros e anuncia aperto quantitativo

O Banco Central Europeu (BCE) desacelerou o ritmo e elevou as taxas de juros em 50 pontos-base. No entanto, o comunicado indicou que ainda há necessidade de um ajuste significante. Além disso, anunciou um aperto quantitativo (QT) passivo a partir de março em sua carteira do Programa de Compra de Ativos (APP). A queda será de 15 bilhões de euros por mês até o final do segundo trimestre de 2023, com o ritmo subsequente ainda a ser determinado.

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Atividade econômica desacelera na China

Na China, novembro foi um mês de atividade fraca devido às restrições para conter o recorde de casos de Covid. A produção industrial e os investimentos fixos desaceleraram, enquanto as vendas no varejo caíram e a taxa de desemprego subiu. Porém, os sinais de reabertura e a expectativa de uma estabilização do setor imobiliário melhoram as perspectivas para o PIB de 2023.

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Revisão de cenário Brasil: menos espaço para corte de juros

A economia deve seguir em desaceleração. Esperamos que o PIB cresça 0,9% em 2023. Reduzimos a projeção para o IPCA de 2022 para 5,6%, mas elevamos o de 2023 para 5,7%, incorporando a volta do PIS/Cofins e uma desinflação mais lenta de serviços. Cortes na Selic devem ficar para o último trimestre de 2023, levando a taxa para 12,50%. O equilíbrio fiscal continuará sendo um desafio relevante.

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Revisão de cenário global: menor risco de recessão?

O menor risco de inflação e o fim do ciclo de aperto favorecem o crescimento. Para 2023, elevamos nossa projeção do PIB global de 1,8% para 2,3%. Nos EUA, o Fed deve manter os juros em 5,1% até o segundo semestre de 2024. Já a Europa enfrentará uma recessão em 2023 mais leve do que o previsto. As perspectivas para a China trazem menos riscos de resultados abaixo do esperado.

Leia o relatório completo.