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Focus: aumento na expectativa de crescimento do PIB para 2024

No Radar do Mercado: o Banco Central divulgou hoje mais uma edição do Relatório Focus, com pequena variação para o IPCA e alta na expectativa de crescimento do PIB; na Zona do Euro, ata do BCE mostra cautela e PMIs avançam

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Relatório Focus: aumento na expectativa de crescimento do PIB para 2024

O Banco Central divulgou hoje a edição semanal do Relatório Focus, referente à última semana. De maneira geral, houve uma alta nas estimativas para o crescimento do PIB para 2024 e ligeira alta da inflação para 2025.

Na comparação com a semana anterior, a mediana das estimativas para o IPCA caiu ligeiramente para 2024 (3,81%) e subiu para 2025 (3,52%). Para 2026, a projeção seguiu inalterada (em 3,50%).

É importante destacar que a meta do Conselho Monetário Nacional (CMN) para a inflação é de 3%. O intervalo de tolerância é de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

No âmbito da política monetária, as projeções para a taxa Selic permaneceram inalteradas em todo período analisado, mantendo-se em 9,0% para 2024 e em 8,50% para 2025 e 2026.

Com relação à atividade econômica, as estimativas para o crescimento do PIB subiram para 2024 (1,68%), e permaneceram estáveis para 2025 e 2026 (ambas em 2,0%).Por fim, a estimativa para a taxa de câmbio aumentou levemente para 2024 (a R$/US$ 4,93), e seguiu estável para 2025 (a R$/US$ 5,00) e 2026 (a R$/US$ 5,04).

PMI tem alta na Zona do Euro

Na Zona do Euro, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto de fevereiro avançou de 47,9 para 48,9, maior nível desde junho do ano passado. A leitura foi influenciada pela sondagem de serviços, que teve alta para 50 pontos, enquanto o setor de manufatura apresentou queda de meio ponto, para 46,1. Vale lembrar que leituras abaixo de 50 pontos indicam contração da atividade.

A leitura mostrou redução tempo de entrega dos fornecedores, para nível próximo ao de dezembro, demonstrando melhora na situação de restrições no Mar Vermelho.De maneira geral, os PMIs indicam uma melhora da atividade na margem, ainda que em nível baixo, reduzindo o risco de uma desaceleração forte no começo desse ano.

Ata do BCE traz cautela com cortes prematuros

O Banco Central Europeu divulgou hoje a ata de sua última reunião de política monetária, quando as taxas de juros foram mantidas inalteradas. De maneira geral, o documento trouxe um tom cauteloso com relação à inflação e cortes de juros.

Na frente de preços, as autoridades notaram a melhora no quadro inflacionário nos últimos meses, mas ressaltaram a resiliência da inflação de serviços, que continua em patamar historicamente elevado. À frente, a autoridade espera que a desinflação continue, embora tenha reconhecido que o processo continua frágil, e que afrouxar a política monetária de maneira precoce poderia desfazer parte do progresso feito até o momento.

Quanto aos cortes de juros, houve consenso entre os membros de que era prematuro discutir a redução das taxas, notando que os riscos de se reduzir os juros cedo demais eram maiores do que uma redução mais tardia.

Nossa visão: a ata reforçou que as autoridades planejam manter o aperto monetário pelo tempo necessário, seguindo com tom dependente da evolução dos dados. Em relação ao último comunicado, em que os cortes não haviam sido discutidos, a ata de hoje traz uma mudança sutil ao mencionar que houve essa discussão, embora tenham ressaltado que ainda seria precoce cortar os juros.

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