Focus: após Copom, inflação para cima e câmbio para baixo
No Radar do Mercado: nova edição do Relatório Focus traz atualizações nas projeções de inflação, do PIB e do câmbio
Por Victor Camacho
Após mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que a autoridade monetária decidiu reduzir a taxa Selic em mais 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, o Banco Central divulgou nesta segunda-feira, 4, uma nova edição do Relatório Focus com atualizações na mediana das projeções do mercado para a inflação, o PIB e o câmbio em diferentes prazos.
Começando pela inflação, a projeção para 2026 subiu pela oitava semana consecutiva, agora de 4,86% para 4,89%, e seguiu se distanciando do limite superior do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual ao redor da meta de 3,0% ao ano, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Para 2027, a projeção se manteve estável em 4,00%, mas a projeção de 2028 também subiu, de 3,61% para 3,64%, também se aproximando da banda superior do intervalo da meta. Enquanto isso, a inflação 12 meses à frente, um indicador importante para a tomada de decisão do Copom, seguiu na direção contrária, recuando novamente, desta vez de 4,09% para 4,05%.
Apesar disso, em relação à Selic, a expectativa para este e os próximos dois anos foi mantida. O mercado segue projetando, pelo menos por enquanto, que a taxa chegue ao final de 2026 em 13,00%, o que implicaria cortes de mais 1,5 ponto percentual no atual patamar, além de Selic em 11,00% ao final de 2027 e 10,00% ao final de 2028. Já para 2029, previsão que também consta no relatório completo, o mercado elevou a expectativa de 9,75% para 10,00%, tirando, portanto, um corte da conta.
Em relação ao câmbio, a mediana das projeções para este ano se manteve em R$/US$ 5,25, mas a expectativa para 2026 caiu de R$/US$ 5,35 para R$/US$ 5,30, enquanto a de 2028 oscilou de R$/US$ 5,40 para R$/US$ 5,39.
Sobre o PIB, a projeção de 2026 se manteve em 1,85%, enquanto a de 2027 caiu de 1,80% para 1,75%, e a de 2028 seguiu em 2,00%.
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