Focus: na semana do Copom, expectativas de inflação e Selic sobem

No Radar do Mercado: as variáveis macroeconômicas pesquisadas pelo Focus junto ao mercado apresentaram revisão para cima em diferentes horizontes

Por Carolina Sato

3 minutos de leitura

Nesta segunda-feira (15/6), às vésperas de uma nova decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central divulgou uma nova edição do Relatório Focus, com ajustes nas expectativas do mercado nos principais indicadores macroeconômicos do Brasil. Houve revisões para cima nas projeções de inflação, Selic, câmbio e PIB em diferentes cenários.

Painel com as projeções de IPCA, PIB, câmbio e Selic para 2026, 2027 e 2028, destacando o movimento semanal das expectativas do mercado
Fonte: Banco Central e Itaú Private Bank

Começando pela inflação, a expectativa para o IPCA de 2026 apresentou uma alta de 0,29 ponto percentual entre a penúltima edição e esta, passando de 5,11% para 5,30%, mantendo a sequência de revisões altistas e ampliando o distanciamento em relação ao limite superior do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual ao redor da meta 3,0% ao ano.

Para 2027, a mediana das projeções também avançou, de 4,03% para 4,10%, enquanto, para 2028, houve alta de 3,65% para 3,68%. Já em relação à projeção de inflação 12 meses à frente, diferentemente do que vinha acontecendo nas últimas edições do Relatório, houve uma elevação nesta semana, passando de 4,04% para 4,11%, ainda dentro do intervalo da meta neste caso.

Na parte de câmbio, a projeção para 2026 voltou a subir, de R$/US$ 5,15 para R$/US$ 5,20, assim como a de 2027, que passou de R$/US$ 5,20 para R$/US$ 5,25, enquanto a de 2028 permaneceu estável em R$/US$ 5,30.

Já em relação à Selic, esta edição do Focus divulgada na mesma semana em que o Copom se reúne indicou que a mediana das expectativas do mercado para 2026 subiu de 13,50% para 13,75% ao ano, projetando ainda menos espaço para cortes de juros ao longo deste ano. Para 2027, o movimento de alta nas expectativas foi ainda maior, com a taxa esperada saindo de 11,50% para 12,00%. Enquanto isso, para 2028, as estimativas avançaram de 10,00% para 10,25%.

Por fim, em relação ao PIB, a expectativa de crescimento para este ano foi novamente revisada para cima, de 1,91% para 1,96%, enquanto as projeções para 2027 e 2028 ficaram estáveis em 1,70% e 2,00%, respectivamente.

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