Focus: na semana do Copom, mercado reduz previsão de corte na Selic em 2026

No Radar do Mercado: relatório do Banco Central revisa projeções de inflação para baixo, do PIB para cima e revê Selic para cima no ano que vem

Por Itaú Private Bank

3 minutos de leitura

Focus revisa projeção da Selic em 2026

Tabela com os principais indicadores divulgados no Relatório Focus (IPCA, PIB, Câmbio e Selic de 2025, 2026 e 2027)

Abrindo a semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá pela última vez no ano, a autoridade monetária divulgou nesta segunda-feira, 8, mais uma edição do Relatório Focus, revisando as projeções do IPCA deste e do próximo ano, do PIB até 2027, além de prever menos cortes de juros no ano que vem.

Começando pela inflação, a mediana das projeções para 2025 caiu de 4,43% para 4,40%. Para 2026, a estimativa oscilou de 4,17% para 4,16%, enquanto para 2027, se manteve em 3,80%. Já a expectativa para a inflação 12 meses à frente, um indicador importante para o Copom, também caiu, de 4,10% para 4,05%. Em todos esses horizontes, as projeções de IPCA se encontram dentro da banda superior do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual ao redor da meta de 3,0% ao ano definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Em relação ao PIB, após divulgação do PIB do terceiro trimestre na semana passada e revisão da série histórica, o relatório registrou alta de 2,16% para 2,25% neste ano, além de alta de 1,78% para 1,80% no ano que vem e uma oscilação de 1,83% para 1,84% em 2027. Enquanto isso, na parte do câmbio, as estimativas se mantiveram em R$/US$ 5,40 para 2025 e R$/US$ 5,50 para 2026 e 2027.

Já para a taxa Selic, o mercado segue esperando manutenção dos juros em 15,00% a.a. nesta última reunião do ano, mas passou a projetar uma Selic um pouco maior ao final de 2026, saindo de 12,00% a.a. para 12,25% a.a. Cabe notar ainda que os analistas postergaram o início do corte de juros de janeiro para março do próximo ano. Já para 2027, as estimativas permaneceram em 10,50% a.a.

Visão de Investimento: nossa expectativa também é de manutenção da taxa de juros no atual patamar neste ano e de início do ciclo de cortes em março de 2026, a depender da evolução do cenário macroeconômico, o que está alinhado com nossas recomendações de investimentos. Além da nossa visão mais otimista para a renda variável no Brasil, com a aproximação do ciclo de afrouxamento monetário, na renda fixa, possuímos alocação acima do neutro em juro real. Já no caso da renda fixa prefixada, estamos com alocação neutra.

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