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Indicadores de inflação do Brasil e dos EUA no centro das atenções

Economia e mercados: além da divulgação dos indicadores de inflação, americanos voltaram às urnas e divulgamos nossa revisão de cenário macro

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

As leituras de inflação no Brasil e nos EUA foram os destaques da semana para os investidores. Por aqui, o IPCA encerrou a sequência de deflação. Já o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) manteve o ritmo do mês anterior, mas surpreendeu o mercado, que esperava uma alta maior.

Também divulgamos nossas revisões de cenário macro, com alterações nas projeções para o PIB do Brasil. Confira, abaixo, mais detalhes dos fatores que impactaram os mercados nos últimos dias.

IPCA encerra sequência de deflação

O IPCA de outubro foi de 0,59%, acima das expectativas, com a diminuição do impacto das medidas tributárias e da pressão sobre preços de alimentos. Em 12 meses, o indicador desacelerou para 6,47%. A principal surpresa veio nos preços administrados, tanto na energia elétrica residencial (não houve deflação, ao contrário do esperado), quanto na gasolina.

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Inflação dos EUA mantém ritmo de alta em outubro

O CPI dos EUA subiu 0,4% em outubro, mantendo o ritmo do mês anterior. Na comparação anual, a alta foi de 7,7%, desacelerando frente a setembro. Ambos os resultados vieram abaixo das expectativas. Ainda que bem acima da meta de 2%, a leitura aumenta as apostas por desaceleração no ritmo de alta dos juros pelo Fed em dezembro.

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Midterms: onda vermelha enfraquecida

Os americanos foram às urnas para as "Midterms", eleições de meio de mandato, que costumam impor derrotas ao partido do presidente em exercício. Os democratas devem perder o controle da Câmara, mas a vantagem dos republicanos está mais apertada do que o esperado. Já a corrida pelo Senado está ainda mais acirrada, e o controle da casa deve ser definido apenas após o segundo turno da disputa da cadeira da Georgia, em dezembro.

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Vendas no varejo crescem 1,1% em setembro

O volume de vendas no varejo brasileiro registrou um crescimento mensal de 1,1% em setembro, bem acima do esperado. Na comparação anual, o comércio cresceu 3,2%, a segunda taxa positiva consecutiva. Apesar do forte ritmo, o setor encerrou o terceiro trimestre no campo negativo (1,2%) e deve seguir em desaceleração nos próximos meses.

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Revisão de cenário - Brasil: incerteza elevada

O crescimento da atividade econômica deve perder força no segundo semestre. Esperamos que o PIB feche o ano em 2,7%. Para 2023, esperamos alta de 0,7%. Aumentamos a projeção para o IPCA de 2022 para 5,8%. Para 2023, mantivemos em 5,0%, com riscos para ambos os lados. Esperamos cortes na Selic apenas no segundo semestre de 2023, para 11,00%.

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Revisão de cenário - Global: fim do dólar forte?

Apesar de riscos mais equilibrados, entendemos que ainda é cedo para afirmar que o período de dólar forte chegou ao fim. Nos EUA, o banco central pode reduzir o ritmo de alta, mas está longe de uma pausa. Na Europa, perspectivas ainda são desafiadoras para a economia e o banco central deve subir a taxa de juros para 2,5%.

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China flexibiliza restrições contra a Covid-19

Em meio ao aumento de casos de Covid-19, a China flexibilizou restrições, com a diminuição de testes em massa, do tempo de isolamento de viajantes que chegam do exterior ou para quem teve contato próximo ou secundário com infectados. O país também vai priorizar a dose de reforço de idosos e acelerar pesquisas para melhorar a eficácia das vacinas locais.

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Serviços crescem 0,9% em setembro

O volume de serviços teve uma alta mensal de 0,9% em setembro, acima das expectativas. Na comparação anual, o setor teve alta de 9,7%, a 19ª taxa positiva consecutiva. Com o resultado, os serviços estão 11,8% acima do nível pré-pandemia. A receita real do setor avançou 3,2% no 3T22, mostrando resiliência no trimestre.

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