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Taxa terminal e próxima alta de juros do Fed em foco

Economia e mercados: divulgação das atas do Fed e do BCE marcou a semana; no Brasil, IPCA-15 acelerou, mas veio ligeiramente abaixo das expectativas

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

A divulgação do IPCA-15 foi o destaque na agenda dos investidores brasileiros nesta semana. O indicador acelerou no mês e nossa visão é que o processo de desinflação será errático e gradual.

Nos EUA, com a ata do Federal Reserve (Fed, banco central americano), ficam em foco para o próximo encontro não apenas o movimento dos juros, mas o nível de taxa terminal esperado pelas autoridades. Entenda melhor os destaques da semana:

Confira, abaixo, mais detalhes dos fatores que impactaram os mercados nos últimos dias.

IPCA-15 acelera, mas vem levemente abaixo do esperado

O IPCA-15 teve uma alta mensal de 0,53% em novembro, acelerando frente ao registrado em outubro e ligeiramente abaixo das expectativas do mercado. Em 12 meses, o indicador desacelerou para 6,2%. Com exceção de Comunicação, todos os grupos de produtos e serviços tiveram alta no mês. Nossa projeção para o IPCA no final de 2022 está em 5,8%.

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Ata do Fed sinaliza possível desaceleração no ritmo de altas

A ata do Fed reforçou que aumentos contínuos nos juros serão necessários, mas que uma desaceleração no ritmo pode ser apropriada em breve, potencialmente para 50 pontos-base. As autoridades também concluíram que a taxa terminal deve ser um pouco mais alta do que o previsto. Nossa expectativa é que os juros cheguem ao intervalo de 5,25% a 5,50%.

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Ata do BCE indica novas altas de juros à frente

A ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE) destacou que a maioria das autoridades apoiou um aumento de 75 pontos-base. Além disso, sinalizaram mais altas à frente, mas o mercado discute uma desaceleração por parte do BCE em meio à avaliação de que um progresso substancial já aconteceu e que uma recessão se aproxima.

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PMI composto da zona do euro sobe, contrariando expectativas

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu em novembro, contra expectativa de queda adicional. Vale destacar que leituras abaixo de 50 indicam uma contração da atividade. A melhora oferece alguma esperança de uma recessão menos intensa do que o imaginado.

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China anuncia corte no compulsório bancário

O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) anunciou hoje a redução na taxa de compulsório bancário (RRR, na sigla em inglês) em 25 pontos-base. A decisão deve liberar 500 bilhões de yuans em liquidez no sistema bancário e reflete o foco do PBoC em garantir o suporte de crédito adequado para estabilizar a economia e o setor imobiliário.

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Casos de Covid-19 sobem em ritmo acelerado

Os casos de Covid-19 continuam subindo em ritmo acelerado na China. Foram reportados cerca de 32 mil novos casos, acima dos 25 mil anunciados na sexta passada. O volume já ultrapassa o pico de abril, renovando o recorde de infecções diárias. A alta recorde de casos acontece duas semanas após o anúncio de vinte medidas de flexibilização nas restrições à Covid-19, incluindo a redução do tempo de quarentena.

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