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Vendas no varejo recuam no Brasil; PIB da China surpreende

No Radar do Mercado: o IBGE divulgou hoje os números das vendas do varejo brasileiro para agosto. No cenário internacional, o PIB chinês do 3º trimestre surpreendeu o mercado

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Itaú Private Bank

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Vendas no varejo recuam em agosto

O volume de vendas no comércio varejista ampliado apresentou uma retração de 1,3% em agosto em relação ao mês anterior, ficando abaixo das projeções do mercado, que esperavam uma queda menos intensa (de 0,7%). Na comparação anual, o indicador registrou alta de 3,6%. Entre as 10 atividades analisadas no mês, 5 recuaram na margem. 

Já no conceito restrito (que desconsidera veículos, motos, partes e peças, além de material de construção), as vendas diminuíram 0,2% no mês, uma queda menos intensa do que as expectativas do mercado (-0,7%). Na comparação anual, a alta foi de 2,3%. 

De forma geral, apesar do desempenho fraco no mês, a nossa expectativa é de que as vendas no varejo apresentem expansão em setembro. Nosso tracking (estimativa de alta frequência) para o PIB do terceiro trimestre está em -0,3% tri/tri (1,7 a/a). 

PIB da China cresce 4,9% no terceiro trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) da China subiu 4,9% no terceiro trimestre, na comparação anual, e surpreendeu o mercado, que esperava uma expansão mais branda (4,3%). Na comparação trimestral, o crescimento foi de 1,3%.  

O Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) também divulgou os dados de atividade de setembro. O setor de manufatura apresentou um crescimento de 4,5% no comparativo anual, levemente acima da projeção do mercado (4,3%). As vendas no varejo surpreenderam e subiram de 4,6% para 5,5%, com uma melhora disseminada entre os componentes do indicador. O movimento pode estar relacionado à melhora no mercado de trabalho, com a queda da taxa de desemprego de 5,2% para 5%. Já o índice de investimentos em ativos fixos manteve o ritmo de crescimento, em 3,2% ao ano.  

Em geral, os dados reforçam uma estabilização da atividade econômica chinesa. O setor imobiliário, por sua vez, segue mostrando sinais de fraqueza, com as vendas e novas construções ainda em território negativo na comparação anual. 

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