Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: qual regime vale mais a pena para o seu negócio em 2026?

Conheça as vantagens, limitações e principais mudanças previstas pela Reforma Tributária para cada regime tributário e entenda qual pode fazer mais sentido para a sua empresa.

Por Itaú Empresas

5 minutos de leitura
Pessoa utilizando uma calculadora sobre a mesa enquanto analisa relatórios financeiros com gráficos impressos. Ao fundo, há um notebook aberto apoiando a análise de dados e o planejamento financeiro da empresa.

Com a Reforma Tributária avançando no Brasil, duas perguntas começaram a aparecer com frequência entre pequenos e médios empreendedores.

Ainda vale a pena permanecer no Simples Nacional ou chegou a hora de migrar para outro regime tributário? O Simples Nacional vai acabar e quais serão os impactos reais das novas regras no dia a dia financeiro do negócio?

A verdade é que a reforma muda a lógica da tributação no país e deve impactar empresas de diferentes portes e setores, especialmente quando falamos sobre carga tributária, aproveitamento de créditos, precificação e competitividade.

Por isso, decisões que antes pareciam automáticas podem precisar ser revistas nos próximos anos. Mas isso não significa que exista um único caminho.

Neste artigo, você vai entender as principais diferenças entre os três regimes tributários, o que muda com a Reforma em cada um deles e quais pontos devem ser analisados para tomar uma decisão mais estratégica para sua empresa.

Qual regime tributário devo escolher?

Basicamente, a escolha entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real depende diretamente do perfil do negócio, da margem de lucro, da estrutura de custos, do faturamento e até do tipo de cliente atendido.

Para entender melhor os critérios de cada regime, confira o artigo Tipos de empresas no Brasil e suas principais características no blog Itaú Empresas.

exige contabilidade rigorosa e custo operacional maior.

Veja com mais detalhes as diferenças entre esses regimes no artigo Lucro presumido ou real: como escolher o melhor regime tributário?

Comparativo entre os regimes tributários

Regime Indicado para Principal vantagem Pontos de atenção com a Reforma
Simples Nacional MEI's, MEs e EPPs Simplicidade Adequação à CBS e IBS
Lucro Presumido Empresas com margens elevadas Menor complexidade que o Lucro Real Possível aumento da carga para alguns serviços
Lucro Real Empresas com muitos custos dedutíveis Aproveitamento amplo de créditos Maior complexidade operacional

No Lucro Real

Para empresas no Lucro Real, a reforma pode ser até positiva.

O IVA Dual (CBS + IBS) será plenamente não-cumulativo, permitindo o aproveitamento amplo de créditos sobre insumos, serviços e ativos.

Imposto de Renda PJ: entenda como o IRPJ funciona em cada regime tributário no artigo Imposto de Renda PJ: guia completo para empresas.

Quem deve decidir sobre a mudança de regime?

Essa decisão nunca deve ser tomada sozinha. É fundamental contar com um contador ou consultor tributário que conheça a realidade do seu negócio. O planejamento tributário é a ferramenta certa para isso.

Leia: Planejamento tributário: como garantir a conformidade

Conheça o Itaú Empsse a mudança de regime ou a adaptação aos novos processos exigir investimento, o Itaú Empresas oferece linhas de crédito para PMEs com condições adequadas ao porte do seu negócio.

FAQ
Como saber qual regime tributário é melhor para minha empresa?

A escolha depende do faturamento, da margem de lucro, da atividade exercida, da estrutura de custos e dos impactos da Reforma Tributária. Uma análise junto ao contador ajuda a identificar a opção mais adequada para cada negócio.

Vale a pena mudar de regime por causa da Reforma Tributária?

Nem sempre. Antes de qualquer mudança, é importante simular como a CBS e o IBS podem afetar a empresa. Em muitos casos, permanecer no regime atual continua sendo a melhor alternativa.

Pequenas empresas precisam revisar o regime tributário todos os anos?

Sim. Mesmo sem mudanças na legislação, revisar o enquadramento periodicamente ajuda a verificar se o regime ainda faz sentido para o faturamento e para a realidade financeira da empresa.