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Ata do Copom: juros elevados por período prolongado

Economia e mercados: nesta semana, a ata do Copom reforçou o cenário de juros elevados por mais tempo, enquanto na zona do euro e nos EUA a inflação acelerou

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

Um dos destaques na agenda dos investidores nesta semana foi a ata do Copom, que reforçou a visão de juros elevados por mais tempo. Já o IPCA-15 veio abaixo do esperado, o que traz viés de baixa para a projeção do ano de 2022. No cenário internacional, a inflação atingiu uma nova máxima histórica em setembro na zona do euro e voltou a subir nos EUA após desacelerar em julho.

Confira, abaixo, os fatores que impactaram os mercados nos últimos dias.

IPCA-15 vem abaixo do esperado em setembro

O IPCA-15 registrou uma deflação mensal de 0,37%. A retração foi mais intensa do que o esperado pelo mercado. Na comparação anual, houve desaceleração de 9,60% para 7,96%. Os dados são consistentes com a nossa leitura de desinflação gradual nos próximos meses. Nossa projeção para o IPCA no final de 2022 está em 6,0%, mas com viés de baixa.

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Ata do Copom: Selic estável

A ata do Copom reforçou a visão de que os juros devem permanecer altos por um período prolongado e coloca uma barra alta para reiniciar um ciclo de aperto, caso o processo de desinflação não aconteça como esperado. Esperamos que o comitê não revise a estratégia de manter os juros altos, no patamar atual, por pelo menos algumas reuniões.

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BC revisa projeção do PIB brasileiro para 2022

O Relatório Trimestral de Inflação trouxe uma revisão do PIB de 2022, de 1,7% para 2,7%, em linha o Relatório Focus. Foram considerados o crescimento do segundo trimestre acima do esperado, o aumento dos benefícios sociais e o arrefecimento da inflação devido à redução de impostos. Já para 2023, a estimativa é de 1% de crescimento, acima da mediana do Focus (0,5%).

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Inflação na zona do euro atinge 10% em setembro

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro atingiu uma nova máxima histórica, acelerando de 9,1% para 10% na comparação anual, acima das expectativas do mercado. O núcleo do CPI, que exclui as pressões de energia e alimentos, também acelerou para 4,8% a/a, sugerindo maior disseminação da inflação na região.

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Núcleo do PCE dos EUA acelera em agosto

Após desacelerar em julho, o núcleo do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos EUA subiu de 0,1% para 0,6%. Para o indicador “cheio”, a aceleração foi mais intensa do que o esperado, vindo de uma retração para alta de 0,3%. Na base anual, houve uma desaceleração para 6,2%, mas o mercado esperava uma queda mais forte.

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PIB dos EUA retrai pelo 2º trimestre consecutivo

O PIB americano apresentou uma queda de 0,6% no segundo trimestre em termos anualizados, na comparação com o primeiro trimestre. Como essa é a segunda contração consecutiva do PIB, isto significa que a economia de fato entrou em recessão técnica. A expectativa é de normalização do crescimento no segundo semestre.

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Banco da Inglaterra anuncia compra de títulos

O Banco da Inglaterra anunciou a compra de títulos do Tesouro Nacional britânico de longo prazo para estabilizar o mercado, reforçou que a meta de redução do estoque permanece, mas que seu início será postergado, e disse que endereçará esse choque fiscal em seu próximo encontro. Esperamos uma aceleração no ritmo de altas dos juros nas próximas reuniões.

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