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Nossa revisão de cenário macro para fevereiro

Economia e Mercados: além da nossa revisão de cenário para fevereiro, nesta semana houve a divulgação do IPCA de janeiro e da ata da última reunião do Copom

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

Enquanto o IPCA de janeiro veio acima do esperado pelo mercado, a ata do Copom trouxe alguns ajustes ligeiramente mais duros na avaliação das autoridades sobre a evolução do cenário desde a reunião de dezembro, particularmente com relação à atividade econômica.

Ainda nesta semana, divulgamos a nossa revisão de cenário macroeconômico global, considerando a inflação em queda e o crescimento forte nos EUA, bem como do cenário local, que vemos com um otimismo moderado.  

Confira mais detalhes a seguir.

Brasil: IPCA vem acima do esperado em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro subiu 0,42% no mês, abaixo da leitura de dezembro (0,56%), mas acima da expectativa do mercado (0,34%). O acumulado em 12 meses atingiu 4,51%, abaixo dos 4,62% registrados no período imediatamente anterior. Assim como na divulgação do IPCA-15, o aspecto qualitativo dessa divulgação foi pior do que o esperado, com surpresa de alta em industriais subjacentes, além de serviços subjacentes mais pressionados.

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Ata do Copom: ajustes levemente mais duros

A ata do Copom não trouxe mudanças na mensagem geral, mas acrescentou observações de viés mais duro principalmente com relação à atividade econômica. O destaque é a possibilidade de que o arrefecimento esperado à frente seja menos intenso. Também foi observado um potencial efeito de transbordamento das inflações de alimentos e bens industriais (fatores temporários de oferta) para serviços, mas com pressão de ganhos salariais acima da inflação. Mantemos a expectativa de manutenção do ritmo de 50 pontos-base de cortes nas próximas reuniões, com a taxa Selic em 9,00% ao ano no final do ciclo.

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Brasil: vendas no varejo surpreendem negativamente em dezembro

As vendas no comércio varejista ampliado caíram 1,1% na base mensal em dezembro. Já no conceito restrito (que desconsidera veículos, motos, partes e peças, além de material de construção), as vendas caíram 1,3% no mês. No 4T23, o conceito restrito caiu 0,4% tri/tri, enquanto o ampliado expandiu 0,4% tri/tri. Em 2023, o varejo restrito subiu 1,7%, e o ampliado 2,4%. Em dezembro, a surpresa negativa ocorreu tanto no indicador amplo quanto no restrito.

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Brasil: setor de serviços cresce 0,3% em dezembro

O volume de serviços do Brasil cresceu 0,3% em dezembro, o segundo resultado positivo consecutivo. A leitura veio abaixo das expectativas do mercado (0,8%), mas o resultado de novembro foi revisado para cima (0,9%). Na base anual, houve queda (-2%), a mais intensa desde janeiro de 2021. No 4T23, o setor caiu 0,4% tri/tri, e os serviços prestados às famílias subiram 2,2% tri/tri. Em geral, o volume ficou próximo da estabilidade em dezembro. Nosso tracking (estimativa de alta frequência) para o PIB do 4T23 seguiu em -0,2% tri/tri (+1,8% a/a).

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Revisão de cenário – Brasil

Mantemos a projeção do PIB para 2023 (em 2,9%), 2024 e 2025 (ambas em 1,8%), mas com viés de alta para este ano, com perspectiva melhor para o crédito à pessoa física e crescimento global mais elevado. Seguimos com a projeção de IPCA 2024 em 3,6%, mas incorporamos uma projeção de serviços subjacentes mais alta, pressionada pelo mercado de trabalho apertado e aceleração de salários. Elevamos a projeção de balança comercial para US$ 85 bilhões em 2024, incorporando desempenho melhor das exportações de petróleo, e US$ 70 bilhões para 2025.

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Revisão de cenário – Global

A inflação global continua recuando, viabilizando o início dos cortes nos juros nos países desenvolvidos e a continuidade nos emergentes. Nos EUA, diante do crescimento forte e da inflação benigna, o Federal Reserve (banco central americano) deve cortar juros gradualmente a partir de maio. Revisamos para cima nossa projeção do PIB em 2024 para 2,5%, mesmo ritmo de 2023. Na Europa, há sinais de estabilização da atividade na margem, e a queda da inflação abre espaço para o início do ciclo de cortes de juros em abril.

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Deflação continua na China em janeiro

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China caiu 0,8% na comparação anual em janeiro, uma retração mais intensa do que o esperado e do que no mês anterior. Já o núcleo do CPI (que exclui os itens mais voláteis) desacelerou para 0,4% na base anual. O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) também recuou (-2,5%), relativamente próximo da expectativa e do mês anterior. Seguimos observando uma deflação persistente, o que aumenta a pressão para que o governo anuncie novas medidas de estímulo, especialmente à demanda.

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Sinais mistos no setor de serviços chinês em janeiro

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da China publicado pela Caixin recuou em janeiro, para 52,7 pontos, abaixo do esperado, mas em patamar que indica expansão da atividade. O resultado, no entanto, diverge do PMI divulgado pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS, na sigla em inglês), que avançou na última leitura, para 50,1 pontos, saindo do patamar contracionista. Os dados de atividade econômica chinesa continuam indicando que a economia precisa de mais estímulos para crescer próximo de 5% do PIB em 2024.

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PMI composto avança na Zona do Euro

Na Zona do Euro, a leitura final do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que engloba os setores industrial e de serviços, avançou para 47,9 pontos. O movimento foi puxado por manufatura, que teve uma forte alta em janeiro, para 46,6 pontos. Já o setor de serviços teve um ligeiro recuo, para 48,4. Ambos seguem em patamar que indica contração da atividade. Já no Reino Unido, houve uma revisão para cima na leitura final do indicador (para 52,9 pontos), movimento puxado principalmente pelo avanço dos serviços.

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