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PIB americano cresce além do esperado; IPCA-15 registra deflação

Enquanto os bancos centrais do EUA e da Europa elevaram os juros, o IPCA-15 registrou deflação nesta semana

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

Em uma semana repleta de divulgações econômicas, os bancos centrais dos EUA e da Europa elevaram os juros na mesma intensidade.

Nos EUA, ainda houve a divulgação do PIB do segundo trimestre, que avançou além do esperado pelo mercado.

No Brasil, o IPCA-15 registrou deflação em julho, enquanto a taxa de desemprego recuou para 8% no segundo trimestre.

Confira mais detalhes abaixo:

Após pausa, Fed volta a elevar os juros nos EUA

Em linha com as expectativas do mercado, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) elevou os juros em 25 pontos-base, passando as taxas para um intervalo de 5,25% a 5,50% ao ano, o mais alto em 22 anos. Em coletiva de imprensa após a reunião, o presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou que as próximas decisões serão tomadas seguindo uma abordagem de reunião a reunião, a partir da análise dos dados econômicos divulgados.

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PIB americano cresce 2,4% no segundo trimestre de 2023

Nos EUA, a primeira estimativa do PIB do segundo trimestre de 2023 sinalizou um crescimento de 2,4% na comparação trimestral, em termos anualizados, acima das projeções de mercado. Houve também uma aceleração em relação ao trimestre imediatamente anterior (2%). O resultado aponta uma expansão da economia pelo quarto trimestre consecutivo, afastando o cenário de uma possível recessão no curto prazo e mantendo a incerteza acerca da resiliência do núcleo da inflação à frente.

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Inflação dos EUA medida pelo núcleo do PCE desacelera em julho

O núcleo do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos EUA, que exclui itens mais voláteis, desacelerou para 0,2% m/m e 4,1% a/a em junho. O indicador “cheio” acelerou levemente, para 0,2%, mas recuou para 3% na base anual. De maneira geral, o indicador segue em gradual desaceleração. Por outro lado, a atividade tem surpreendido positivamente, afastando uma possível recessão de curto prazo, mas mantendo certo grau de incerteza acerca da resiliência do núcleo da inflação.

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Atividade empresarial recua na zona do euro e nos EUA

O índice gerente de compras (PMI) composto da zona do euro mostrou desempenho abaixo do esperado em julho, marcando um começo de terceiro trimestre fraco. O indicador registrou 48,9 pontos, influenciado principalmente pelo setor de serviços, enquanto o manufatureiro segue sem mostrar recuperação. Nos EUA, o indicador registrou 52 pontos, abaixo das projeções. O setor de serviços recuou, já o manufatureiro acelerou além das expectativas, mas ainda em nível de contração de atividade.

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IPCA-15 registra deflação em julho

O IPCA-15 de julho registrou queda de 0,07%, desacelerando na comparação com junho e ligeiramente abaixo das expectativas (-0,03%). Nos últimos 12 meses, o indicador acumulou alta de 3,19%, abaixo dos 3,40% do período imediatamente anterior. O cenário é de desinflação em curso, embora o núcleo da inflação siga mais persistente. Em julho, o número deve vir ligeiramente acima de zero, impactado por uma deflação em alimentos e em energia elétrica, mas com aceleração nos preços de automóveis novos com o fim do programa de descontos.

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Taxa de desemprego cai para 8% no segundo trimestre no Brasil

A taxa de desemprego ficou em 8% no trimestre encerrado em junho, segundo a Pnad Contínua, abaixo das 8,3% registrados em maio e das expectativas do mercado (8,2%). Com ajuste sazonal, a taxa de desemprego recuou para 7,9%, com o aumento do emprego nos setores formal e informal, a despeito do aumento na taxa de participação (62%). A massa salarial real efetiva também avançou, na comparação mensal. Os dados continuam mostrando resiliência do mercado de trabalho. Mantemos nossas estimativas de que a taxa de desemprego encerrará 2023 em 8,0%.

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BCE mantém ritmo e eleva juros em 25 pontos-base

O Banco Central Europeu elevou suas taxas de juros em 25 pontos-base, mantendo o ritmo de alta. A decisão, já esperada, passa a taxa de refinanciamento para 4,25%, a de depósitos para 3,75% e a de empréstimos para 4,50%. O BCE afirmou que a inflação está em queda, mas que deve seguir em patamar elevado por um longo período. Por fim, reforçou que vai assegurar que as taxas de juros sejam fixadas em nível suficientemente restritivo para que a inflação retorne a meta de 2% e que os próximos passos dependerão da evolução dos dados, mantendo a porta aberta para novas altas.

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Governo chinês promete estímulos adicionais na economia

Após reunião do Politburo, as autoridades reconheceram que o país enfrenta grandes desafios internos e externos e destacaram que o governo deseja implementar uma série de medidas, como cortar impostos, estabilizar o emprego em um nível alto e impulsionar a demanda doméstica. Também prometeram ajustar a política imobiliária e reduzir a dívida dos governos locais. Os estímulos visam aquecer a economia, mas podem frustrar as expectativas de um impulso mais intenso.

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Banco do Japão flexibiliza controle da curva de juros

O banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) ajustou a política de controle da curva de juros (YCC). Agora, consideram o teto de 0,5% como referência para o rendimento do título do governo japonês (JGB) de 10 anos, não mais um limite rígido. O BC também anunciou a compra diária de JGBs a 1%, estabelecendo novo limite prático para a taxa do título de 10 anos. A mudança visa maior sustentabilidade da política, que possui impacto sobre a funcionalidade do mercado de títulos. Um eventual aperto depende da revisão de arcabouço em curso, maior confiança sobre a sustentabilidade da inflação ao redor da meta e evolução do cenário global.

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