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Discurso de Jerome Powell no centro das atenções

A semana foi marcada pelo discurso de Jerome Powell, presidente do Fed, no simpósio de Jackson Hole. No Brasil, o destaque foi a desaceleração do IPCA-15 de agosto

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

O discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, tomou as atenções dos investidores nesta semana. Após ressaltar que as elevações nas taxas de juros devem continuar e que é preciso mantê-las altas por algum tempo, mesmo que a consequência seja um crescimento econômico abaixo do potencial, tanto as bolsas americanas quanto o Ibovespa firmaram queda nesta sexta-feira, 26/08.

Confira, abaixo, os fatores que impactaram os mercados nos últimos dias.

IPCA-15 registra deflação de 0,73% em agosto

O IPCA-15 teve uma deflação mensal de 0,73% em agosto, desacelerando frente a julho com o impacto das medidas tributárias, mas com retração menor do que o esperado pelo mercado (-0,83%). Na comparação anual, houve queda de 11,39% para 9,60%. Os dados são consistentes com a nossa leitura de desinflação gradual ao longo dos próximos meses.

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Como esperado, núcleo do PCE desacelera em julho

O núcleo do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos EUA, que exclui os itens mais voláteis, como alimentos e energia, desacelerou em julho, de 0,6% m/m para 0,1% m/m e de 4,8% a/a para 4,6% a/a. Ambos ficaram abaixo das expectativas do mercado.

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Powell: Fed deve manter política restritiva

No discurso de Jackson Hole, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que o BC americano deve continuar elevando os juros nos próximos meses até que as taxas cheguem a um nível suficientemente restritivo. Ele também mostrou preocupação com um afrouxamento prematuro da política monetária, já que restaurar a estabilidade dos preços levará tempo.

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Banco Central Europeu mostra preocupação com inflação

O Banco Central Europeu (BCE) divulgou a ata de sua última reunião, quando elevou as taxas de juros em 50 pontos-base, em um movimento que surpreendeu o mercado. O documento apontou que a normalização da política monetária deve continuar nos próximos meses, mas que a magnitude da alta da próxima reunião dependerá dos dados econômicos.

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Banco central da China corta taxas de juros

Em linha com as quedas da semana passada, o banco central da China (PBoC, na sigla em inglês) cortou suas taxas de juros. A LPR de um ano, referência para empréstimos, caiu 5 pontos-base, para 3,65%. Já a LPR de cinco anos, referência para hipotecas, passou de 4,45% para 4,30%, em mais uma medida de estímulo ao mercado imobiliário chinês.

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PMI composto recua na zona do euro

O índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que inclui os setores industrial e de serviços, recuou pelo segundo mês consecutivo e está em patamar contracionista. A pesquisa ressaltou o alto nível de incerteza, aumento dos custos de insumos e enfraquecimento da demanda na região.

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Nos EUA, PMI composto tem queda acentuada

As empresas do setor privado dos EUA também sinalizaram queda acentuada nos negócios em agosto. O PMI composto também teve a segunda queda consecutiva e está em nível contracionista. A principal queda veio do setor de serviços, devido à escassez de insumos, atrasos nas entregas, aumentos nos juros e fortes pressões inflacionárias.

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