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Economia e mercados: inflação dos EUA e Brasil no centro das atenções

Semana foi marcada pelo alívio dos temores de recessão nos Estados Unidos, após a Índice de Preços ao Consumidor apontar uma desaceleração na inflação do país

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Crédito: Itaú Private Bank

As divulgações dos indicadores de inflação do Brasil e dos Estados Unidos ficaram no centro das atenções nesta semana. Por aqui, o IPCA de julho caiu além do esperado com a redução de impostos de combustíveis e energia. Nos EUA, a desaceleração da inflação foi bem recebida pelos mercados, aliviando o temor de um ciclo mais extenso de alta nos juros por parte do Federal Reserve, o que aumentaria o risco de recessão.

Confira, abaixo, os fatores que impactaram os mercados nos últimos dias.

IPCA recua mais do que o esperado em julho

O IPCA de julho teve uma queda mensal de 0,68%, abaixo das expectativas do mercado (-0,65%). No ano, o indicador acumula alta de 4,77%. Na comparação anual, houve um recuo de 11,89% para 10,07%. A deflação foi puxada por preços administrados, com quedas expressivas na energia elétrica e gasolina, relacionadas às reduções de impostos.

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Ata do Copom: hora do pouso

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou que a alta de 50 pontos-base na taxa Selic feita na última reunião provavelmente foi a última do ciclo de aperto, mas deixou a porta aberta para uma alta residual, se os dados econômicos surpreenderem. Por ora, esperamos que a taxa Selic permaneça em 13,75% a.a. no encontro de setembro.

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Volume de serviços cresce 0,7% em junho

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE apontou uma alta mensal de 0,7% no setor em junho, acima das expectativas do mercado (0,4%). Assim, volume serviços cresceu 1,1% t/t no segundo trimestre. O acumulado dos últimos 12 meses, porém, passou de 11,7% em maio para 10,5% em junho, com perda de ritmo pelo terceiro mês seguido.

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Vendas no varejo caem 1,4% em junho

O volume de vendas no varejo teve uma queda mensal de 1,4% em junho, abaixo das expectativas do mercado (-1,0%). Na comparação com o mesmo período de 2021, o recuo foi menor, de 0,3%. Com isso, as vendas cresceram 1,0% no 2T22, enquanto no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, houve um recuo de 1,4%.

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Inflação dos EUA desacelera em julho

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, em inglês) dos EUA ficou estável em julho (0%) e registrou uma alta de 8,5% na base anual, desacelerando frente a junho e abaixo do esperado pelo mercado. Mas a inflação segue disseminada, com o recuo de itens relacionados aos desequilíbrios gerados pela pandemia explicando parte da desaceleração.

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Concessão de crédito desacelera na China

O volume de novos empréstimos na China caiu além do esperado em junho e desacelerou frente ao mesmo período do ano passado. O relatório mostrou moderação generalizada na concessão de empréstimos para o setor corporativo e para as famílias, refletindo preocupações acerca da situação epidêmica, mercado de trabalho e setor imobiliário.

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Revisão de cenário – Brasil: desafio fiscal adiante

A sustentabilidade fiscal é o principal desafio à frente. Estimamos superávit primário em 2022 e déficit para 2023. Revisamos as estimativas do PIB para 1% no 2T22 e para 2,2% em 2022. Reduzimos a projeção para o IPCA de 2022 para 7,0%, incorporando maior repasse da redução de tributos e cortes de preços de combustíveis nas refinarias, e revisamos o IPCA de 2023 para 5,3%.

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Revisão de cenário – Global: juros em nível restritivo

A inflação de serviços segue resiliente e requer juros em patamares restritivos. Nos EUA, reduzimos as projeções do PIB para 1,6% em 2022 e 0,8% em 2023, mas o Fed deve subir os juros e chegar a 4,1% em 2023. A Europa entrará em recessão em 2023, e o BCE deve elevar os juros neste ano para 1,0%. Projetamos um PIB chinês de 3,2% em 2022 e 5,0% em 2023.

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