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IPCA surpreende; Copom sinaliza ritmo constante à frente

Economia e Mercados: o Copom sinalizou uma manutenção do ritmo de cortes nas próximas reuniões, mas trouxe preocupações; IPCA de outubro veio abaixo do esperado

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

A divulgação da ata da última reunião do Copom foi um dos destaques na semana dos investidores. A autoridade monetária reforçou que deve manter o ritmo de cortes nas próximas reuniões, mas sinalizou uma série de preocupações.

Já o IPCA de outubro surpreendeu o mercado ao vir abaixo do esperado. Também divulgamos nesta semana nossas revisões de cenário, tanto do Brasil quanto global.

Confira mais detalhes:

IPCA sobe 0,24% em outubro, menos do que o esperado

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro subiu 0,24% m/m. Tanto na média móvel trimestral quanto na comparação anual, as medidas de núcleo da inflação desaceleraram. O índice de difusão também recuou na base anual, o que significa que a inflação está menos disseminada na margem. Em geral, a leitura veio abaixo do esperado e com uma composição mais uma vez benigna, reforçando uma sequência de dados que confirmam o processo de desinflação em curso.

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Ata do Copom: ritmo constante à frente, mas com nuances

A ata da última reunião do Copom, quando a taxa Selic foi cortada em 50 pontos-base (para 12,25%) indicou a disposição da autoridade monetária em manter o ritmo de corte nas próximas reuniões (ou seja, pelo menos dezembro e janeiro). No entanto, reforçou preocupações no cenário prospectivo, como expectativas de inflação desancoradas, desinflação mais lenta à frente, pressões sobre o câmbio vindas do ambiente externo, incerteza fiscal e um menor hiato do produto (diminuição da capacidade ociosa na economia).

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Vendas no varejo ampliado ficam estáveis no 3º trimestre

O volume de vendas no comércio varejista ampliado brasileiro cresceu 0,2% m/m e 2,9% a/a em setembro. No conceito restrito as vendas subiram 0,6% m/m e 3,3% a/a. Em geral, a leitura veio acima das expectativas. No 3T23, o conceito restrito expandiu 0,8%, puxado por setores mais sensíveis à renda, enquanto as vendas do comércio ampliado seguiram estáveis. Esperamos alguma fraqueza nas vendas no varejo para o 4T23, em linha com a desaceleração da renda disponível.

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Revisão de Cenário – Brasil

Os riscos fiscais voltaram a aumentar com as discussões sobre uma mudança da meta de resultado primário de 2024, o que traria um dano de credibilidade à estratégia de ajuste fiscal do governo. Por ora, mantemos nossa expectativa de déficit primário e dívida bruta, assim como de PIB. Quanto à inflação, reduzimos a projeção para 2023 (4,6%) e 2024 (4%). Com base na comunicação do Copom, nos desafios no ambiente internacional e no aumento de incerteza fiscal, agora esperamos uma queda menor da Selic para 2023 (11,75%) e 2024 (9,50%).

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Revisão de Cenário – Global

Os juros e o dólar devem seguir pressionados, com a economia dos EUA mostrando resiliência. Subimos as projeções para o PIB americano para 2023 e 2024. O Fed não deve subir mais os juros, mas esperamos que cortes de juros comecem apenas em setembro de 2024. Na Europa, o ciclo de cortes nas taxas deve começar em junho de 2024, diante da fraqueza na atividade e queda da inflação. Na China, elevamos a projeção de PIB para 2023 e 2024, após a sinalização do governo de que realizará estímulos e dados de atividade do 3T acima do esperado.

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Indicadores de inflação recuam na China

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China registrou deflação de 0,1% na comparação mensal em outubro, uma retração mais profunda do que o esperado. Na base anual, o recuo foi de 0,2%. O movimento foi puxado pela deflação dos alimentos, mas acompanhado por outros componentes, algo evidenciado pela desaceleração do núcleo (que exclui alimentação e energia). O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) também registrou deflação em outubro de 2,6% a/a, uma queda ligeiramente menor do que o projetado.

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