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PIB chinês cresce menos do que o esperado pelo mercado

Em meio a uma desaceleração da atividade econômica na China, o PIB veio abaixo das expectativas no segundo trimestre

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

A China ficou no centro das atenções dos investidores nesta semana. Enquanto o Banco Central manteve as taxas de juros, em linha com as expectativas, o Produto Interno Bruto (PIB) decepcionou o mercado por vir mais fraco do que o esperado.

Diante da atividade econômica mais fraca, também houve o anúncio de um pacote de estímulos modesto para impulsionar o consumo doméstico, além de medidas para mitigar a depreciação do Yuan chinês.

Agora, o foco do mercado se volta para as decisões de política monetária da próxima semana, entre elas, a do Federal Reserve (Fed, banco central americano).

Confira mais detalhes abaixo:

PIB da China cresce menos que o esperado no segundo trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 6,3% no segundo trimestre, em relação ao ano anterior. Houve uma aceleração em comparação ao trimestre anterior (4,5%), porém, o resultado veio abaixo das projeções do mercado, que eram de uma alta mais intensa. O Escritório Nacional de Estatísticas do país (NBS, na sigla em inglês) também divulgou os dados de atividade de junho. De maneira geral, as vendas no setor imobiliário seguem fracas, afetando o resultado geral e contribuindo para uma estabilização da atividade econômica.

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China anuncia medidas para impulsionar o consumo doméstico

Um dia após a divulgação dos dados do PIB, a China anunciou um pacote de estímulos para impulsionar o consumo doméstico. O plano prevê apoio às famílias para aquisição de novos eletrodomésticos inteligentes, subsídios e empréstimos com descontos para materiais de construção sustentáveis. Embora busque estimular a demanda, o plano não aborda diretamente o setor imobiliário, que segue impactando negativamente o crescimento.

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BC da China mantém juros e adota medida para estabilizar a moeda

Em decisão já esperada pelo mercado, o Banco Central da China (PBoC) manteve a taxa de juros com vencimento de um ano, a Loan Prime Rate (LPR), em 3,65% ao ano, enquanto a LPR de cinco anos, referência para hipotecas, seguiu em 4,20% ao ano. O PBoC também implementou medidas macroprudenciais para mitigar a depreciação do Yuan chinês, ajustando um parâmetro que aumenta o limite de financiamento no exterior, permitindo que empresas e bancos locais obtenham mais empréstimos e facilitando a entrada de capital estrangeiro.

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Vendas no varejo dos EUA sobem 0,2% em junho

As vendas no varejo dos Estados Unidos cresceram 0,2% em junho, desacelerando frente a maio, abaixo das expectativas. Na comparação com junho do ano passado, o crescimento foi de 1,5%. O grupo de controle, que tem maior relação com o componente de consumo do Produto Interno Bruto (PIB) americano, acelerou mais do que o esperado. A leitura ainda aponta uma resiliência da atividade americana e deve seguir elevando as projeções do mercado para o PIB do segundo trimestre.

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Produção industrial nos EUA cai 0,5% em junho

A produção industrial recuou 0,5%, queda mais profunda do que o esperado e mantendo o ritmo do mês anterior. Em relação a junho de 2022, também houve recuo (0,4%), valor mais fraco que o identificado no mês anterior (0,03%). Além disso, a taxa de utilização da capacidade instalada diminuiu. O indicador segue apresentando uma desaceleração do setor industrial do país, em linha com os resultados mais recentes dos Índices dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

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Inflação desacelera mais do que o esperado no Reino Unido

O índice de preços ao consumidor (CPI) do Reino Unido subiu 7,9% em junho, comparado ao mesmo mês do ano anterior. Já o núcleo do CPI, que exclui itens mais voláteis, como alimentos e energia, teve alta de 6,9% na base anual. Ambos os indicadores vieram abaixo do esperado e registraram uma desaceleração em relação ao mês anterior. A leitura é um sinal positivo para o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), que pode reduzir a extensão do ciclo de aperto monetário, mas a expectativa é de mais uma alta de 50 pontos-base na próxima reunião.

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Mercado aguarda decisões de política monetária da próxima semana

Os investidores aguardam as decisões de política monetária dos bancos centrais da Europa, Japão, Indonésia e dos Estados Unidos (Federal Reserve, BC americano), que acontecem na próxima semana. A maior expectativa é com relação ao Fed, que optou por uma pausa no ciclo de altas na reunião de junho, mas deve voltar a subir os juros agora, com uma elevação de 25 pontos-base, levando as taxas para o intervalo de 5,25% a 5,50% ao ano.

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