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PIB dos EUA surpreende no 4T23

Economia e Mercados: o PIB americano subiu acima do esperado pelo mercado no quarto trimestre; no Brasil, IPCA-15 veio abaixo das expectativas em janeiro

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

O crescimento do PIB americano surpreendeu o mercado nesta semana, ao avançar 3,3% no quarto trimestre de 2023, acima do projetado.

Já o núcleo PCE, uma das medidas de inflação monitoradas mais de perto pelo Federal Reserve, reforçou a tendência observada de desinflação, corroborando o cenário de cortes de juros já no primeiro semestre.

Agora, as atenções se voltam para as decisões de política monetária do Brasil e dos EUA, que acontecem na próxima quarta-feira.

Confira mais detalhes a seguir.

Brasil: IPCA-15 sobe 0,31% em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) subiu 0,31% em janeiro, desacelerando em relação a dezembro (0,40%) e abaixo da expectativa do mercado (0,47%). Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,5%, abaixo dos 4,7% de dezembro. A leitura veio abaixo do esperado em itens que não compõem o núcleo da inflação, principalmente passagem aérea. Por outro lado, o qualitativo dessa divulgação foi pior do que o esperado, com surpresa altista em serviços subjacentes. Para 2024, projetamos IPCA de 3,6%.

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Inflação medida pelo núcleo do PCE sobe 0,2% em dezembro

O núcleo do PCE dos EUA, que exclui os componentes mais voláteis, avançou 0,2% em dezembro, na comparação mensal, acelerando em relação ao mês anterior, mas em linha com as expectativas. Na base anual, a alta foi de 2,9%, ligeiramente abaixo do esperado (3,0%) e desacelerando em relação ao mês anterior (3,2%). O gasto real e nominal dos consumidores acelerou no mês, acima do esperado e com revisões para cima da última divulgação. A leitura reforça uma atividade resiliente sustentada pelo consumo, enquanto o núcleo continua em trajetória de desaceleração. Esperamos que o Fed inicie os cortes de juros em março.

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PIB dos EUA surpreende e cresce 3,3% no 4T23

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 3,3% na variação trimestral anualizada, desacelerando na comparação com o trimestre anterior (4,9%), mas acima do esperado (2%). Houve surpresa positiva nos componentes de estoques e exportações líquidas, além da demanda doméstica, que seguiu robusta. Com essa leitura, a economia americana registrou 2,5% de expansão em 2023. Para 2024, projetamos um ritmo mais lento como consequência do aperto das condições financeiras.

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Banco Central Europeu mantém taxas de juros

Conforme esperado pelo mercado, o Banco Central Europeu manteve suas taxas de juros inalteradas na primeira reunião do ano. Na coletiva de imprensa após a reunião, a presidente do BCE, Christine Lagarde, adotou um tom mais brando do que ela e outros membros expressaram em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial. Além disso, reforçou que as decisões seguirão dependentes da evolução dados, sem sinalizar que os cortes nas taxas viriam somente a partir de junho.

PMI avança na Zona do Euro em janeiro

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Zona do Euro, que engloba serviços e manufatura, subiu para 47,9 pontos em janeiro, puxado pela manufatura, que avançou acima do esperado, em meio à fraqueza do setor de serviços. No relatório, as tensões no Mar Vermelho foram citadas como uma explicação para os atrasos de fretes. A leitura sinaliza uma ligeira melhora da atividade, mas o nível abaixo dos 50 pontos ainda indica fragilidade. Além disso, o aumento no tempo de entrega acende um alerta quanto a novas pressões inflacionárias na margem.

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BC da China corta taxa de compulsório bancário

O Banco Central da China (PBoC, na sigla em inglês) reduziu sua taxa de compulsório bancário (RRR, em inglês) em 50 pontos-base, o que irá injetar 1 trilhão de yuans na economia, e reduziu as taxas de reempréstimo e redesconto em 25 pontos-base. Em nosso cenário, projetamos crescimento do PIB de 4,7%, considerando mais medidas monetárias e fiscais a serem divulgadas à frente.

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Banco Central do Japão mantém taxa de juros

O Banco Central do Japão (BoJ, na sigla em inglês) manteve inalterada sua taxa básica de juros (-0,1%) e os demais parâmetros de política monetária. A autoridade reforçou que sua confiança em atingir a meta de inflação de 2% adiante vem gradualmente aumentando, ainda que reconheça o elevado grau de incerteza. A divulgação vem em linha com a expectativa de que o BoJ promoverá em breve o fim dos juros negativos, ainda que isso não indique a intenção de iniciar um aperto monetário.

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Os conflitos no Oriente Médio têm reacendido preocupações inflacionárias e elevado o risco de escalada na região. Após uma série de ataques no Mar Vermelho, companhias começaram a desviar suas embarcações do Canal de Suez, optando por rotas mais longas e que aumentam os custos de fretes, o que pode refletir nos preços de bens importados com alguma defasagem, ainda que uma parte dessa pressão possa se traduzir em margens de lucro mais baixas, em vez de preços mais elevados. Também é possível que os mercados de energia enfrentem pressões ascendentes sobre os preços, mas como de fato os acontecimentos pressionarão a inflação ainda é algo incerto.

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