Entenda como montar sua reserva de emergência com a renda fixa do Itaú

Itaú

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Mão de um homem calculando o valor de sua reserva de emergência

Quem tem uma reserva de emergência pode ter mais tranquilidade para lidar com situações novas ou imprevistos na vida. Neste post, vamos te ajudar a entender o que é uma reserva financeira e como você pode começar a montar a sua.

O que é reserva de emergência?

Reserva de emergência (ou reserva financeira, como também é chamada) é uma quantidade de dinheiro que você guarda para cobrir imprevistos. Ela pode ser utilizada, por exemplo, quando você precisa fazer uma reforma inesperada em casa ou quando tem um problema com seu pet. Ou quando troca de emprego e fica algum tempo sem receber salário. Também pode ser que você não passe por essas situações e que não precise utilizar esse dinheiro. É o melhor dos casos porque ele vai continuar reservado, garantindo sua tranquilidade.


Por que ter uma reserva de emergência?

Com a reserva de emergência, podemos pagar o IPVA ou contas do início do ano sem necessidade de fazer dívidas, por exemplo.


Criar essa reserva também é importante para quem quer começar a investir. É por meio dela que, geralmente, nasce uma carteira de investidor.


Situações em que a reserva de emergência pode ser usada


Há muitas situações em que a reserva financeira pode ser necessária. Aqui temos uma lista das mais comuns:


  • Necessidade de reparos no carro ou na casa;
  • Custos que não estavam previstos com a educação dos filhos;
  • Gastos inesperados com filhos ou pets;
  • Despesas com documentação;
  • Viagens de urgência (por razões de família, por exemplo);
  • Gastos com saúde que não são cobertos pelo plano ou pelo SUS;
  • Perda ou troca de emprego.

Como calcular o valor ideal para sua reserva de emergência?

Em geral, o recomendado é que cada pessoa (ou família) tenha uma reserva financeira equivalente ao valor das suas despesas por 6 a 12 meses. O que isso quer dizer na prática? Significa que você terá dinheiro suficiente para pagar as contas (sem apuros) se ficar sem receber salário nesse período.


E como calcular o valor ideal para sua reserva de emergência? O primeiro passo é saber quanto você gasta por mês. Para isso, é preciso fazer um orçamento pessoal, que é basicamente um controle das suas receitas e das suas despesas.


Aqui vai um passo a passo rápido para fazer um orçamento pessoal e calcular o valor ideal da sua reserva de emergência.


  1. Registre todos os seus gastos e classifique por tipo. Você pode criar três grandes grupos: despesas fixas, variáveis e gastos pequenos do dia a dia. Você pode registrar tudo o que gastar no seu dia a dia. Até mesmo o sorvete e o cafezinho, tá?
  2. Analise as informações e saiba exatamente quais são os gastos essenciais do seu orçamento, aqueles de que você não pode deixar de ter. Por exemplo, se for necessário, você pode deixar de ir a restaurantes por um tempo, mas não pode deixar de se alimentar, certo? Também não é possível deixar de pagar aluguel, condomínio, contas de consumo etc.
  3. Some os gastos essenciais e defina qual é sua necessidade financeira mensal.
  4. Multiplique esse valor por 6. Vamos supor que você tenha despesas essenciais de R$ 2,5 mil por mês. Então sua meta é ter uma reserva de emergência de no mínimo R$ 15 mil para cobrir a despesa de R$ 2,5 mil por mês.

Quer saber como fazer um orçamento pessoal ou familiar completo para enxugar custos e saber exatamente quanto você ganha e como gasta seu dinheiro? Confira nosso post Veja como fazer um orçamento pessoal e ter o controle de seus gastos

Como montar a reserva de emergência

Agora vamos a um passo a passo rápido para montar sua reserva de emergência.


1. Organize sua vida financeira


Como dissemos ali em cima, para montar uma reserva de emergência é preciso que sua vida financeira esteja organizada. Isso porque, para saber qual deve ser o valor da sua reserva, é preciso saber quanto exatamente você ganha e quanto gasta por mês.


A melhor forma de organizar suas finanças é por meio de um planejamento financeiro que controle suas entradas e saídas e ajude a otimizar o uso do seu dinheiro. Quer começar pelo começo? Temos aqui um post bem detalhado sobre isso. Confira no link Planejamento financeiro: entenda o que é, qual sua importância e confira 7 dicas para organizar a sua vida financeira.


2. Liquide suas dívidas


Outro ponto importante é eliminar as suas dívidas. Isso porque enquanto você estiver pagando juros, não faz sentido “guardar” dinheiro para uma emergência, né?


O ideal, então, é que primeiramente tente pagar as suas dívidas ou buscar uma renegociação com juros mais baixos e maior prazo de pagamento, se for necessário. Para isso, mais uma vez é preciso voltar ao passo número 1, que é organizar suas finanças, para saber o valor da parcela mensal que você pode assumir sem criar outras dívidas.


Quer saber mais sobre isso? Também temos um passo a passo detalhado aqui de Como quitar dívidas: entenda como se organizar para sair do vermelho.


3. Calcule qual deve ser o valor da sua reserva de emergência


Explicamos ali em cima como calcular esse valor, lembra? Apenas para resumir, fazendo seu orçamento pessoal você logo vai perceber qual é a sua despesa mensal essencial. O valor da reserva deve ser, no mínimo, esse valor multiplicado por seis. Com isso, você sabe que pode pagar as contas por seis meses mesmo que não tenha receitas nesse período.


4. Defina quanto você pode investir por mês para criar sua reserva


Também partindo das informações que você apurou no planejamento financeiro, chegou a hora de definir quanto você consegue poupar mensalmente para criar uma reserva de emergência.


Ou seja, quanto você consegue poupar por mês depois de pagar os custos essenciais? É esse valor que você pode aplicar. E a ideia, para que isso aconteça de fato, é que você encare essa aplicação como um boleto mensal.


E se não estiver sobrando dinheiro algum? Nesse caso, a melhor estratégia deve ser enxugar gastos. Para saber como fazer isso da melhor forma, confira este link Cortar gastos: veja como economizar dinheiro no dia a dia de maneira prática.


Onde investir a reserva de emergência: renda fixa

A reserva de emergência, como o nome já indica, deve estar disponível para você usar em momentos inesperados. Por isso, é importante que ela esteja aplicada em investimentos que:


  • Tenham risco baixo;
  • Rendam mensalmente;
  • Ofereçam liquidez, ou seja, possam ser resgatados a qualquer momento.


Afinal, você não pode correr o risco de perder dinheiro quando tiver de fazer um resgate. Da mesma forma, como a reserva existe para cobrir imprevistos, não vale a pena aplicar esse dinheiro em investimentos que você não possa resgatar no momento necessário.


Por tudo isso, a renda fixa costuma ser o tipo de aplicação mais adequada para a criação de reserva financeira. Confira a seguir algumas alternativas de investimentos de renda fixa e entenda qual delas pode ser mais interessante para você.


Tesouro Selic


Tesouro Selic é um dos títulos oferecidos pelo tesouro direto e garantido pelo Tesouro Nacional. De forma geral, para quem não está familiarizado com esse tipo de aplicação, investir no tesouro direto é como emprestar dinheiro para o governo. É ele, afinal, que se compromete a pagar de volta o que você investiu acrescido de um rendimento que, no caso do Tesouro Selic, está ligado à taxa básica de juros da economia.


Ele é uma boa opção para a reserva de emergência porque tem taxa zero de custódia da Itaú Corretora e, entre os títulos disponibilizados pelo tesouro, é o que oferece menos risco em caso de venda antecipada. Você pode fazer o regate a qualquer hora e o dinheiro entra na sua conta em até 2 dias úteis.


Outra vantagem é a possibilidade de aplicar a partir de R$ 30 (ou 1% do valor do título). Quer saber mais? Confira nossa página sobre Tesouro Direto.


CDB


O CDB (que significa Certificado de Depósito Bancário) é um investimento de renda fixa em que você empresta dinheiro para uma instituição financeira. Em troca, recebe o valor que investiu mais a rentabilidade, que já é prevista no momento da aplicação. O CDB DI Itaú, por exemplo, é uma alternativa à poupança em que é possível investir a partir de R$ 1. Você pode fazer resgates a qualquer hora e o dinheiro entra na sua conta em até 2 dias úteis.


Em geral, são oferecidas diversas opções de CDB, algumas prefixadas, em que a rentabilidade é determinada por uma taxa de juros, ou pós-fixadas, em que o rendimento fica atrelado a um indicador, como o CDI.


Também é interessante saber que essa aplicação tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura até R$ 250 mil por CPF e/ou CNPJ. Quer saber mais? Acesse nossa página sobre CDB.


Poupança


A poupança é o um investimento muito popular entre os brasileiros e, muitas vezes, é também a porta de entrada para novos investidores. Isenta de Imposto de Renda e considerada como um investimento de baixíssimo risco, ela também conta com garantia do FGC.


Entretanto, ela costuma render menos do que as alternativas detalhadas acima, com retornos abaixo da inflação.


Fundos DI de renda fixa


Fundos DI de renda fixa podem ser uma boa alternativa de investimento porque aplicam em títulos públicos e privados, atrelados à variação da Selic ou a índices de inflação.


As vantagens de aplicar em fundos DI são rentabilidade diária, possibilidade de investir a partir de R$ 100 e diversificação. Isso porque, quando você investe em um fundo DI, na prática está investindo em diversas aplicações ao mesmo tempo com gestão de profissionais especializados. A desvantagem é que ele não tem a proteção do FGC, como o CDB e a Poupança.


Em geral, os fundos DI têm liquidez diária, mas é preciso checar essa informação antes de escolher a melhor alternativa para você porque existem exceções, ok?


Ficou interessado? Confira os fundos de renda fixa do Itaú.

Onde não investir a sua reserva de emergência ?

Falamos sobre algumas opções interessantes para aplicar sua reserva de emergência, certo? Agora vamos falar sobre tipos de investimento que não são recomendáveis para esse objetivo.


Aplicações sem liquidez


Em primeiro lugar, não vale a pena investir sua reserva de emergência em aplicações que você não possa resgatar quando precisar. Isso porque a reserva, como você sabe, é para cobrir gastos inesperados. Ou seja, não dá para prever quando você pode precisar dela.


Esse dinheiro precisa estar disponível a qualquer momento. Por isso, mesmo que determinada aplicação ofereça um rendimento maior, se tiver prazo de carência de meses, por exemplo, só puder ser resgatada em momentos específicos ou levar mais de três dias para disponibilizar o recurso, não será a melhor alternativa para criar sua reserva financeira.


Investimentos com volatilidade


Sabe aquele tipo de investimento que num dia vale R$ 10 mil e no outro pode valer R$ 3,5 mil? Esse tipo de aplicação – chamado de médio e alto risco - não é recomendado para criar uma reserva de emergência. Isso porque, se você precisar fazer regaste em um dia de baixa, pode perder dinheiro.


Conta corrente


Não é exatamente um investimento, claro, mas deixar o dinheiro parado na conta corrente não é boa estratégia nem para criar uma reserva de emergência. Isso porque o dinheiro que não rende, mesmo em tempos de inflação baixa, gera perda de poder de compra.


Imagine que você determinou o valor da sua reserva com base nos gastos que tem atualmente. Sabemos que esses gastos serão reajustados, pelo menos uma vez por ano, não é?


Isso quer dizer que, mesmo que já tenha alcançado o valor ideal para sua reserva financeira, se deixar esse montante parado, daqui a algum tempo ele não será mais equivalente a seis meses de despesas.


Faz sentido, não é? Então, a melhor coisa a fazer é identificar que tipo de investimento combina mais com seu perfil e seu momento e se organizar para fazer aplicações mensais até atingir o valor ideal para sua reserva.


Para saber mais sobre aplicações disponíveis, consulte a página de Investimentos de Renda Fixa do Itaú. E, se ainda não for correntista, abra a sua conta aqui e aproveite as vantagens e opções de investimentos disponíveis em um banco seguro.