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Ata do Fed reforça cautela, mas ciclo de altas parece ter terminado

Economia e Mercados: enquanto a ata do Fed reforçou que próximos passos serão dados com cautela, a atividade empresarial dos EUA ficou estável em novembro

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

Em uma semana com poucas divulgações importantes no cenário econômico global, o destaque ficou com a ata do Federal Reserve, que veio sem grandes surpresas e não mudou a nossa visão de que o ciclo de alta nos juros já terminou, mas que cortes nos juros devem demorar.

Ainda nesta semana, houve a divulgação dos PMIs (Índice Gerente de Compras, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, da zona do euro e do Reino Unido.

Confira mais detalhes.

Ata do Fed deixa próximos passos em aberto

A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) reforçou que a autoridade dará os próximos passos com cautela. O documento veio sem grandes surpresas e não exerceu grande influência nos mercados porque, após a reunião, a inflação veio abaixo do esperado e os dados de atividade corroboram o cenário de gradual desaceleração econômica, dando mais confiança de que o Fed tenha encerrado o ciclo de altas. Seguimos acreditando que os cortes devem vir somente em setembro de 2024.

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Dados de atividade empresarial ficam estáveis nos EUA

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos EUA manteve o ritmo anterior em novembro, em 50,7 pontos, acima das projeções. Lembrando que leituras acima de 50 indicam a expansão da atividade. O setor de serviços avançou mais do que o esperado, enquanto a manufatura registrou uma queda maior do que o projetado, entrando em patamar contracionista. A pesquisa também apontou uma queda no emprego pela primeira vez desde junho de 2020, em meio às condições de demanda mais fracas, que levaram as empresas a reduzirem a força de trabalho.

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PMI avança mais do que o esperado na zona do euro

O PMI composto da zona do euro avançou mais do que o esperado em novembro, para 47,1, mas ainda abaixo de 50 pontos. O resultado se deve especialmente ao avanço do setor manufatureiro, mas o indicador de serviços também subiu, para 48,2 (praticamente em linha com o esperado). Apesar da melhora, o nível do PMI composto segue compatível com uma contração da atividade econômica no bloco no quarto trimestre.

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No Reino Unido, PMI também avança em novembro

O PMI composto do Reino Unido também avançou em novembro, para 50,1 pontos, acima da projeção do mercado e voltando ao patamar que indica expansão da atividade econômica. O movimento foi puxado tanto pelo setor manufatureiro quanto de serviços. Ambas as leituras vieram acima do esperado, mas cabe cautela na análise porque mudanças bruscas no PMI do Reino Unido tendem a ser revisadas posteriormente.

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Confiança empresarial da Alemanha mostra leve recuperação

O índice que mede a confiança empresarial da Alemanha, divulgado pelo instituto IFO, mostrou uma recuperação moderada ao atingir 87,3 pontos em novembro, acima dos 86,9 de outubro e marcando o terceiro aumento consecutivo do indicador. Porém, o resultado veio ligeiramente abaixo do esperado. A avaliação sobre a situação empresarial tem melhorado, e as expectativas para os próximos meses estão menos pessimistas. A leitura vem em linha com as recentes divulgações, que têm sinalizado uma retomada gradual da economia, mas de patamares deprimidos.

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Fazenda revisa projeções para o PIB e IPCA

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda brasileiro reduziu a projeção do PIB para 2023, agora em 3%, devido à expectativa de crescimento zero no terceiro trimestre e às projeções menos otimistas para o setor de serviços no restante do ano. A estimativa para o PIB de 2024 também caiu, para 2,2%, em meio ao aumento das incertezas no ambiente externo. Já a projeção para o IPCA recuou para 4,66% em 2023, considerando que o processo de desinflação ocorreu mais rápido do que o inicialmente projetado, já trazendo a inflação para dentro do intervalo da meta.

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