Em decisão dividida, juros caem para 10,50% no Brasil

Economia e Mercados: em decisão não unânime, Copom reduziu a Selic em 25 pontos-base, desacelerando o ritmo de corte em relação à última reunião; IPCA de abril veio próximo da nossa projeção

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Itaú Private Bank

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A política monetária brasileira foi um dos destaques na agenda dos investidores nesta semana. Na reunião, o Copom cortou a taxa Selic em 25 pontos-base, mas a decisão não foi unânime, com os quatro membros nomeados recentemente votando a favor de uma redução maior.

Dois dias depois, o IBGE divulgou a inflação medida pelo IPCA referente ao mês de abril, que veio praticamente em linha com as nossas expectativas e com um qualitativo benigno.

Confira mais detalhes:

IPCA sobe 0,38% em abril, próximo da nossa projeção

O IPCA de abril subiu 0,38%, ligeiramente acima das expectativas do mercado (de 0,35%) e próximo da nossa projeção (de 0,37%). O acumulado em 12 meses foi de 3,69%, abaixo dos 3,93% do período anterior. Em geral, o qualitativo da leitura também foi benigno. As métricas de núcleo, como serviços subjacentes e industriais subjacentes, vieram em linha com o esperado e mostraram desaceleração no período. Esperamos que o IPCA encerre o ano com alta de 3,7%.

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Copom reduz a Selic para 10,50% em votação não unânime

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 25 pontos-base, para 10,50% ao ano, em linha com as expectativas mais recentes do mercado. A decisão, porém, não foi unânime. Os quatro membros nomeados mais recentemente votaram a favor de um corte maior, de 50 pontos-base, apesar de concordarem com a avaliação de que os cenários global e doméstico demandam maior cautela. Por ora, esperamos mais um corte de 25 pontos-base na taxa Selic para a próxima reunião do Copom. Saberemos mais detalhes sobre a decisão na ata da reunião, que será divulgada na terça-feira, 14 de maio.

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Varejo ampliado subiu 2,5% no 1T24

Em março, as vendas no varejo ampliado declinaram 0,3% na comparação mensal, abaixo da nossa projeção (2,0%) e do projetado pelo mercado (+0,7%). As vendas no varejo restrito ficaram estáveis (0,0%), acima do esperado pelo mercado (-0,3%), mas abaixo da nossa projeção (0,6%). No 1T24, o varejo restrito e o ampliado subiram 2,5%, corroborando a visão de que o consumo das famílias está forte neste início de ano, impulsionado pelos pagamentos de precatórios e o aumento do salário mínimo.

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Banco da Inglaterra mantém juros inalterados

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu manter sua taxa de juros em 5,25%. A decisão, porém, não foi unânime, com dois votos a favor de um corte de 25 pontos-base. Comparado com a reunião anterior, houve um voto a mais a favor de uma redução. Para a inflação, a autoridade manteve a sua projeção para o 2º tri de 2024, em 2%. Para o mesmo trimestre de 2025 e 2026, as estimativas foram revistas para baixo. Já a projeção de crescimento do PIB foi revisada para cima em todo o período. Quanto aos próximos passos, o comitê afirmou que é preciso manter a política restritiva pelo tempo que for necessário.

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Ata do BCE: cortes de juros devem começar em junho

O Banco Central Europeu (BCE) divulgou a ata de sua última reunião, quando as taxas de juros foram mantidas inalteradas. O documento afirmou que, caso os dados confirmem a trajetória de desinflação esperada no médio prazo, seria adequado iniciar o início do ciclo de cortes na reunião de junho. Além disso, alguns membros eram a favor de iniciar as reduções já em abril. Porém, permaneceram pontos de atenção no radar, como a política monetária americana, a dinâmica de salários e inflação de serviços.

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China: PMI de serviços recua, enquanto feriado impulsiona turismo

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da China publicado pela Caixin recuou em abril, para 52,5 pontos, mas ainda acima de 50, indicando expansão da atividade. O resultado novamente diverge da leitura do Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS, na sigla em inglês), que mostrou ritmo de crescimento mais intenso no setor. Já durante o feriado do Dia do Trabalho, o consumo por turista ficou abaixo do nível pré-pandemia, sinalizando que a economia chinesa necessita do anúncio de mais medidas de estímulo para sustentar o consumo das famílias à frente.

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Congresso aprova decreto de estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul

Diante da tragédia no Rio Grande do Sul, o Congresso aprovou projeto de decreto legislativo para reconhecer estado de calamidade pública, permitindo que recursos federais sejam gastos fora da meta fiscal. O governo também anunciou um plano de ajuda, com custo total estimado em R$ 51 bilhões e impacto de R$ 7,7 bilhões no resultado primário.

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